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Terapia fotodinâmica na cicatrização de feridas diabéticas: mecanismos moleculares, reparo tecidual e remodelamento de fibras periféricas em modelo experimental

Processo: 25/17531-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de abril de 2026
Data de Término da vigência: 31 de março de 2028
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Mauricio da Silva Baptista
Beneficiário:Victória Regina da Silva Oliveira
Instituição Sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cicatrização   Diabetes mellitus   Hipóxia   Terapia fotodinâmica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:cicatrização | diabetes | fibras periféricas | hipóxia | Terapia Fotodinâmica | Remodelação tecidual

Resumo

A cicatrização de feridas diabéticas representa um desafio clínico significativo, frequentemente associada a infecções crônicas, inflamação persistente e risco elevado de amputações, resultando em um grande impacto socioeconômico e também na qualidade de vida. O surgimento de úlceras é frequentemente associado a perda de sensibilidade em membros distais, em decorrência da Neuropatia Periférica Diabética (NPD). O tratamento convencional além de dolorosos, são geralmente longos e dependem da ativa colaboração dos pacientes, sendo necessário desenvolvimento de protocolos adicionais de tratamento capazes de gerar mais benefícios a estes pacientes a curto prazo. A terapia fotodinâmica (PDT) tem emergido como uma abordagem terapêutica promissora, combinando o uso de um fotossensibilizador ativado por luz para produzir espécies reativas de oxigênio (ROS), com efeitos antimicrobianos, anti-inflamatórios e regenerativos. Esses efeitos promovem um ambiente favorável à regeneração tecidual, estimulando a proliferação celular, a angiogênese e a reepitelização. Embora a PDT seja mais conhecida por seus efeitos na cicatrização de feridas, seu impacto sobre as fibras nervosas periféricas, particularmente as fibras Ad (de condução rápida e associadas a estímulos não dolorosos) e as fibras C (de condução lenta e associadas à dor crônica), ainda é um campo emergente de pesquisa. Assim, este estudo visa investigar os efeitos da PDT sobre fibras nervosas periféricas em feridas diabéticas, com foco no impacto na regeneração nervosa e tecidual em modelo experimental, assim como o impacto da hipóxia em queratinócitos diabéticos, incluindo a avaliação do fator induzido por hipóxia-1 (HIF-1 alfa). Por fim, será analisado o efeito da PDT na atividade celular (viabilidade, proliferação e migração) juntamente com a investigação da via TGF-B1/Smad, que pode mediar os efeitos da PDT no reparo tecidual em condições de hipóxia. A compreensão aprofundada desses mecanismos poderá contribuir para a consolidação da PDT como estratégia eficaz e segura na terapêutica de feridas de difícil cicatrização. (AU)

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