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A terra preta da amazônia e sua microbiota como ferramenta para restauração de solos degradados

Processo: 25/18420-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de abril de 2026
Data de Término da vigência: 31 de março de 2029
Área de conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Tsai Siu Mui
Beneficiário:Anderson Santos de Freitas
Instituição Sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/10573-4 - Centro de Pesquisa de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), AP.CEPID
Assunto(s):Ecologia microbiana   Metagenoma   RNA ribossômico 16S   Microbiologia do solo
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ecologia microbiana | Interação planta-microrganismos | Its | metagenoma | Solos antropogênicos | 16S rRNA | Microbiologia do Solo

Resumo

O desmatamento e a degradação de pastagens são problemas crônico nos biomas brasileiros, em especial na Floresta Amazônica. Soluções baseadas na natureza, por sua vez, são alternativas sustentáveis para promover a recuperação destes ambientes. Neste contexto, o estudo da Terra Preta da Amazônia (TPA), um solo rico em nutrientes, biocarvão, e em microrganismos ativos para o crescimento de plantas surge como uma alternativa para prospecção de soluções biotecnológicas para a restauração ecológica. O presente projeto de pesquisa objetiva estudar profundamente a TPA em todas as suas nuances, da sua composição química aos mecanismos físicos do solo em diferentes sítios e usos da terra, passando por uma profunda análise microbiológica que envolve técnicas de data mining, experimentação florestal e modernas técnicas de sequenciamento de DNA. Também será testada a amplitude da influência dos microrganismos da TPA no crescimento de duas espécies modelo chave para projetos de reflorestamento, restauração ecológica e projetos agroflorestais: a leguminosa pioneira paricá (Schizolobium amazonicum), e a gramínea mais utilizada na Amazônia braquiária (Urochloa brizantha), utilizando TPA esterilizada por raios gama. Por fim, serão isoladas as bactérias da rizosfera das plantas com maior crescimento e desenvolvimento a fim de criar um banco de isolados de bactérias promotoras de crescimento. As hipóteses do projeto são que fertilidade duradoura da TPA é devida a seus nutrientes abundantes e a presença de biocarvão que atua como condicionador de uma microbiota ativa e funcional, que promovem em conjunto, entre outras coisas, melhor disponibilização de nutrientes e potencial de suprimir doenças. Espera-se maior crescimento vegetal em ambas as espécies com TPA fresca do que com TPA estéril devido à associação microbiana específica. Também se espera sucesso no isolamento de parte das bactérias que são responsáveis por estas funções e a descoberta de novas espécies. Ao final do projeto espera-se obter um entendimento multidisciplinar de como a TPA influencia o crescimento de plantas de interesse para a restauração e quais são os mecanismos e características chave a serem mimetizados a fim de se usar o conhecimento adquirido sem a necessidade de exaurir este recurso que é finito. Da mesma forma, espera-se que o estabelecimento de um banco de isolados bacterianos com potencial de crescimento de plantas consolide ainda mais o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA-USP) como um polo de biotecnologia vegetal no país. A proposta está vinculada ao Projeto FAPESP 2021/10573-4 "Centro de Pesquisa de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON)" e o seu desenvolvimento irá integrar diferentes laboratórios e pesquisadores do CENA-USP, bem como colaborações com a EMBRAPA Amazônia Ocidental e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA (Brasil), University of Florida (Estados Unidos) e King Abdullah University of Science and Technology (Arábia Saudita). (AU)

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