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Recuperação da função de células Natural Killer (NK) no combate às neoplasias mieloides

Processo: 25/17269-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de abril de 2026
Data de Término da vigência: 31 de março de 2029
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Lorena Lôbo de Figueiredo Pontes
Beneficiário:Beatriz Lima Adjafre
Instituição Sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/06841-3 - Mecanismos moleculares e fenotípicos de evasão imune em neoplasias mieloides, AP.JP2
Assunto(s):Células matadoras naturais   Terapia baseada em transplante de células e tecidos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:células natural killer | neoplasias mieloides | terapia celular | Hemato-Oncologia

Resumo

As neoplasias mieloides representam um grupo heterogêneo de distúrbios hematológicos com variável potencial de cura. A principal característica desse tipo de neoplasia é a proliferação clonal desregulada de células-tronco hematopoéticas, resultando na expansão de células mieloides na medula óssea e no sangue periférico. Apesar dos avanços no entendimento da fisiopatologia dessas doenças e no desenvolvimento de novos fármacos direcionados aos alvos moleculares, a resposta clínica aos tratamentos disponíveis é frequentemente limitada, especialmente em casos refratários ou em recaída, resultando em baixa taxa de cura para muitos pacientes. Nesse contexto, abordagens inovadoras estão sendo empregadas, notadamente a imunoterapia e a terapia celular, com destaque recente para a utilização de células Natural Killer (NK). Essas células exercem citotoxicidade contra células leucêmicas, sem a necessidade de sensibilização prévia, e têm papel fundamental na vigilância imunológica contra tumores hematológicos. Entretanto, a eficácia clínica das terapias baseadas em células NK ainda é limitada. Mecanismos de evasão tumoral, a expressão de ligantes inibitórios ou a ativação de vias de inibição comprometem a atividade antitumoral de células NK. Dados prévios do nosso grupo de pesquisa apontam para o papel preponderante das vias inibitórias na manutenção de neoplasias mieloides, especialmente por meio das proteínas CISH, KIR2DL1, NKG2A e PD-1. Neste contexto, a edição gênica dessas proteínas surge como uma ferramenta promissora para potencializar a resposta imune das células NK por meio da inativação dos genes codificantes, gerando células NK capazes de superar os mecanismos de resistência tumoral. Desse modo, visa-se ampliar o arsenal terapêutico disponível para o tratamento das neoplasias mieloides. (AU)

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