| Processo: | 26/04656-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Projeto Geração |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2030 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Luis Eduardo Alves Damasceno |
| Beneficiário: | Luis Eduardo Alves Damasceno |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 24/19608-3 - Explorando a integração do fluxo autofágico e metabolismo lipídico como mecanismo de regulação da biologia de linfócitos T e sua implicação no câncer, AP.GR |
| Assunto(s): | Autofagia Neoplasias Imunometabolismo Linfócitos T Imunofarmacologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Autofagia | câncer | Imunometabolismo | Linfócitos T | Metabolismo de Lipídios | Imunofarmacologia |
Resumo Os linfócitos T são componentes fundamentais da resposta imune adaptativa, adquirindo perfis e funções distintas em reposta às diferentes condições patológicas encontradas, além de contribuírem para a manutenção da homeostase do organismo. No câncer, a resposta mediada por linfócitos T efetores (Teff; principalmente linfócitos TH1 e T CD8 citotóxicos) tem sido associada com melhor prognóstico e regressão do tumor, enquanto os linfócitos T reguladores (Treg) suprimem a imunidade antitumoral. Distintas vias metabólicas tem sido implicadas na geração, ativação e função das células imunes, consequentemente, regulando a resposta imune. Nos últimos anos, o metabolismo lipídico tem se destacado por regular a geração e função dos linfócitos Teff e Treg. Os lipídios são moléculas orgânicas essenciais que contribuem para diversas funções celulares, sendo armazenados em gotículas lipídicas (lipid droplets; LDs), organelas celulares que exercem papel crucial no seu processamento e armazenamento. Em situações de estresse celular, como restrição nutricional, estas organelas são degradadas, primariamente por meio do processo de lipólise (via lipases), e os lipídios liberados são utilizados como fonte de energia e como precursores de moléculas de sinalização. Estudos recentes têm demonstrado que alguns componentes da maquinaria autofágica estão localizados na superfície das LDs e medeiam sua degradação, sendo este processo descrito como lipofagia (via fluxo autofágico). Embora importante para homeostase celular, a interação funcional entre autofagia, LDs e metabolismo lipídico é pouco conhecida, principalmente em células imunes. No contexto de câncer, células tumorais possuem alta demanda por nutrientes para dar suporte a sua intensa proliferação, o que resulta em uma escassez de nutrientes no microambiente tumoral, impactando nas funções das células imunes lá presentes. Neste sentido, alterações no metabolismo lipídico no microambiente do câncer colorretal estão correlacionadas com imunossupressão e pior prognóstico da doença. Neste cenário, o presente projeto busca investigar como o fluxo autofágico se integra à dinâmica das LDs e metabolismo de lipídios em linfócitos T para regular suas funções, e como a conexão destes processos celulares repercute na resposta antitumoral no câncer colorretal, o qual possui alta taxa de incidência e mortalidade. Este estudo busca aprofundar a compreensão dos mecanismos que regulam o metabolismo lipídico e a função dos linfócitos T presentes no tumor, visando contribuir para o desenvolvimento de novas intervenções terapêuticas contra o câncer. (AU) | |
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