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O "efeito do luxo" urbano no bem-estar humano: conectando biodiversidade e serviços ecossistêmicos à justiça ambiental em tempos de crise climática

Processo: 25/23939-8
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de maio de 2026
Data de Término da vigência: 30 de abril de 2029
Área de conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Gabriela Marques Di Giulio
Beneficiário:Douglas William Cirino
Instituição Sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/06694-8 - BIOTA SÍNTESE - Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza, AP.BTA.NPOP
Assunto(s):Ecologia da paisagem   Ecologia urbana   Paisagem urbana   Saúde ambiental   Saúde pública
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:ecologia da paisagem | Ecologia urbana | paisagem urbana | Resiliência climática | saúde ambiental | Saúde Pública | Ecologia Urbana

Resumo

A biodiversidade urbana contribui para o bem-estar humano resfriando as cidades, melhorando a qualidade do ar, apoiando a saúde mental e física e reduzindo riscos climáticos; contudo, esses benefícios são distribuídos de forma desigual. O "efeito luxo" descreve a tendência de bairros mais ricos abrigarem maior biodiversidade e ambientes mais verdes, mas sua extensão global, seus mecanismos e suas consequências para a provisão de serviços ecossistêmicos sob estresse climático permanecem pouco claros. Este projeto oferece a primeira comparação sistemática Norte-Sul do efeito luxo e de suas implicações para cidades equitativas e resilientes ao clima. Nossa hipótese é que há uma associação renda-biodiversidade predominantemente positiva em muitas cidades do Norte Global, em contraste com cidades tropicais e altamente desiguais do Sul Global, onde a biodiversidade também pode ocorrer em periferias negligenciadas, porém não se traduzindo em benefícios, devido às limitações de acesso, insegurança, infraestrutura e regularização fundiária - a natureza está presente, porém não é protetiva. Para além da quantidade de verde, analisaremos a configuração e contexto do verde urbano e periurbano e os associaremos à mitigação do calor, poluição do ar, risco de doenças transmitidas por vetores e indicadores de saúde populacional. Usando dados harmonizados para várias cidades globais, integraremos registros de biodiversidade, métricas de forma urbana e de paisagem, camadas de verde e de resfriamento, desigualdade socioeconômica e desfechos de saúde longitudinais. Modelagens espaciais e causais testarão mecanismos que conectam condições sociais, estrutura da paisagem, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e saúde. Os produtos - bases de dados abertas, código reprodutível, mapas com foco em equidade e diretrizes de SbN sensíveis à configuração - fornecerão a tomadores de decisão metas e parâmetros de referência claros para priorizar intervenções que maximizem o resfriamento, os ganhos em saúde e a justiça ambiental. (AU)

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