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Relação entre Adiposidade Visceral Materna e Adiposidade Fetal e Neonatal: Análise Longitudinal com Modelos Mistos, Equações de Estimação Generalizadas e Machine Learning na Coorte de Araraquara

Processo: 25/27616-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de junho de 2026
Data de Término da vigência: 31 de maio de 2029
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Pesquisador responsável:Patricia Helen de Carvalho Rondó
Beneficiário:Ana Raquel Ernesto Manuel Gotine
Instituição Sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Composição corporal   Aprendizado computacional   Recém-nascido   Obesidade abdominal
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adiposidade fetal | Composição Corporal | machine learning | neonato | Obesidade abdominal | Nutrição

Resumo

Introdução: A adiposidade visceral materna (AVM) tem emergido como um marcador central do ambiente metabólico intrauterino, influenciando o crescimento e o acúmulo de tecido adiposo do feto e do neonato. Objetivo: Avaliar a associação entre adiposidade visceral materna em três períodos gestacionais e a adiposidade fetal e neonatal na Coorte de Araraquara. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte prospectiva, analisando dados de um estudo longitudinal de base populacional intitulado "Relações entre adiposidade materna e adiposidade do concepto nos períodos fetal, neonatal e no primeiro ano de vida: estudo prospectivo de base populacional", projeto temático FAPESP (processo 2015/03333-6), que incluiu 1900 gestantes de 51 Unidades Básicas de Saúde do município de Araraquara-SP e cidades da região. As mulheres foram acompanhadas em três períodos gestacionais (¿19, 20-29 e 30-39 semanas), onde foram avaliados o estado nutricional, a composição corporal, parâmetros hematológicos e bioquímicos. Os fetos foram avaliados nos mesmos períodos gestacionais das mulheres e os neonatos até 10 dias pós-parto. O estado nutricional e a composição corporal materna foram avaliados pelo Índice de Massa Corporal (IMC) e bioimpedância elétrica (BIA). A composição corporal dos fetos e neonatos foi avaliada por meio de ultrassonografia, pletismografia e BIA, respectivamente. Serão realizadas análises longitudinais utilizando Modelos Lineares Mistos (MLM) e Equações de Estimação Generalizadas (GEE) para avaliar os efeitos da adiposidade visceral materna sobre a adiposidade fetal e neonatal. Os modelos serão ajustados para potenciais fatores de confusão (idade materna, IMC pré-gestacional, ganho de peso gestacional, diabetes mellitus, hipertensão arterial , renda per capita e número de pessoas por cômodo). Além disso, serão aplicadas técnicas de Machine Learning (Random Forest, XGBoost, LightGBM, CatBoost e Logistic Regression) com o objetivo de desenvolver modelos preditivos de alta acurácia da adiposidade fetal e neonatal e identificar os principais preditores usando SHAP (SHapley Additive exPlanations) e técnicas de interpretabilidade. Resultados esperados: Espera-se que o projeto esclareça se a adiposidade visceral materna está associada ao aumento da adiposidade fetal e neonatal, identifique períodos gestacionais críticos para essa associação e desenvolva modelos preditivos que possam auxiliar na identificação precoce de perfis de risco, subsidiando intervenções preventivas no contexto da saúde materno-infantil.Palavras-chave: Composição corporal; Gestação; Obesidade abdominal; Adiposidade fetal; Neonato; Machine Learning. (AU)

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