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Farmacologias sonoras no alto rio negro: sopro-de-vida, sopro fala, sopro instrumentos jurupari e sopro canto/dança kahpiwaya

Processo: 25/27833-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Data de Início da vigência: 01 de agosto de 2026
Data de Término da vigência: 28 de fevereiro de 2027
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Pedro Augusto Lolli
Beneficiário:Pedro Augusto Lolli
Pesquisador Anfitrião: Pedro Pitarch Ramon
Instituição Sede: Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: Universidad Complutense de Madrid (UCM), Espanha  
Assunto(s):Comportamento ritualístico   Xamanismo
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Alto Rio Negro | Farmacologia sonora | praticas terapêuticas | ritual | xamanismo | Xamanismo, ritual, corpo, pessoa

Resumo

O projeto propõe desenvolver a noção de farmacologias sonoras no contexto do Alto Rio Negro, tomando como foco etnográfico principal as práticas terapêuticas yuhupdeh e, em diálogo, o complexo regional de sopros-de-vida, instrumentos Jurupari e cantos/dança kapiwaya. A partir de um amplo corpus já constituído - cadernos de campo, transcrições de sopros-de-vida, gravações sonoras, registros audiovisuais e textos de autoria indígena -, busca-se descrever, comparativamente, como sopro-de-vida, sopro-fala, sopro-instrumentos Jurupari e sopro-canto/dança operam como fármacos sonoros: substâncias ativas, ambivalentes, cuja eficácia depende de dosagens, combinações e cadeias operatórias específicas. Em diálogo com a antropologia da linguagem, da arte e dos fármacos, o projeto analisa léxicos e categorias nativas de substância, força, veneno, doença e cura, articulando-os à literatura sobre a substancialidade da fala, a materialidade do som e do fármaco. A estadia na UCM, sob supervisão de Pedro Pitarch, permitirá explorar comparativamente, em chave secundária, farmacologias mesoamericanas, especialmente no que concerne a dobras, envoltórios e topologias corporais e cósmicas. Ao final, pretende-se formular um modelo de farmacologia sonora que esclareça a unidade relacional entre fármacos vegetais e sonoros nas medicinas indígenas do Alto Rio Negro e ofereça subsídios conceituais para repensar a interface entre medicina indígena e biomedicina, em particular no âmbito das políticas de atenção diferenciada e da atuação do DSEI-Rio Negro. (AU)

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