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Como a urbanização da Região Metropolitana de São Paulo afetou a ecologia trófica de aves de rapina ao longo do tempo

Processo: 26/10630-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de julho de 2026
Data de Término da vigência: 30 de junho de 2027
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Luís Fábio Silveira
Beneficiário:Isabella Figueiredo Domingues
Instituição Sede: Museu de Zoologia (MZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia trófica   Ecologia urbana   Isótopos estáveis   Ornitologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ecologia Trófica | Ecologia urbana | impactos antropogênicos | isotopos estáveis | Ornitologia

Resumo

O acelerado e intenso processo de urbanização global atua como um rigoroso filtro ambiental, favorecendo a persistência de espécies animais generalistas com maior plasticidade trófica. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), inserida no hotspot da Mata Atlântica e marcada por um histórico de intensa expansão urbana, é um local ideal para investigar a ecologia adaptativa desses organismos. O estudo tem como objetivo principal quantificar como a pressão da urbanização na RMSP afetou o nicho trófico de aves topo de cadeia e generalistas, analisando amostras de três espécies: o carcará (Caracara plancus), o gavião-carijó (Rupornis magnirostris), e o quiriquiri (Falco sparverius). A justificativa para este estudo se dá pela necessidade de avaliar as mudanças tróficas ao longo do tempo em espécies predadoras de topo de cadeia, em resposta ao crescimento de áreas urbanas, especialmente nos Neotrópicos, onde a expansão urbana é relativamente recente. Para tal, utilizaremos a análise de isótopos estáveis de carbono (d13C) e nitrogênio (d15N) que será aplicada em amostras de penas de indivíduos coletados na RMSP e depositados na Coleção de Aves do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). Os dados serão analisados por meio de modelos bayesianos para a quantificação e comparação de métricas de nicho isotópico para as três espécies, permitindo avaliar mudanças na amplitude trófica e na sobreposição de nichos entre elas temporalmente. Espera-se detectar uma alteração no nicho trófico das aves causada principalmente pela inclusão de recursos antropogênicos em suas dietas, demonstrando que essa mudança é um indicador direto do impacto urbano na ecologia das aves da RMSP. (AU)

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