| Processo: | 26/01686-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 20 de janeiro de 2027 |
| Data de Término da vigência: | 19 de junho de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Morfologia Vegetal |
| Pesquisador responsável: | Anselmo Nogueira |
| Beneficiário: | Bruna Campos Barbosa |
| Supervisor: | Mario Vallejo-Marin |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Uppsala University (UU), Suécia |
| Vinculado à bolsa: | 23/00065-7 - Diversificação floral e das estratégias reprodutivas em espécies com flores de pólen: evolução da polinização por vibração em Chamaecrista, BP.DD |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bee pollination | correlated evolution | Floral evolution | Pollen flowers | pollinator dependence | Biologia da Polinização |
Resumo Teoria da História de Vida explora como os organismos alocam recursos limitados entre crescimento e reprodução, levando a distintos ciclos de vida curtos e longos. Nas angiospermas, essas estratégias se correlacionam com características florais e sistema reprodutivo. Espécies de vida curta tendem à autopolinização, com flores menores, menos dotadas de recursos, enquanto espécies de vida longa são frequentemente polinizadas e investem mais em atratividade floral. No entanto, permanece incerto como a teoria da história de vida se aplica em sistemas florais especializados como flores de pólen na polinização por vibração. Este estudo investiga o padrão e a taxa de evolução ligando estratégias de história de vida, morfologia floral e autodeposição autônoma de pólen em Chamaecrista, testando como grandes mudanças na história de vida impulsionaram a evolução do seu fenótipo floral especializado. Com base na literatura, classificamos 63 espécies em três estratégias de história de vida: (i) anuais, (ii) perenes com reprodução precoce, e (iii) perenes com reprodução tardia. Todas as espécies perenes se reproduzem múltiplas vezes. As características florais (tamanho do sépala, pétala, androceu e gineceu) foram medidas usando uma combinação de flores frescas do campo (10-15 por espécie entre indivíduos) e espécimes secas de coleções (2-4 por espécie). Os testes de polinização foram conduzidos em 23 espécies em populações naturais para avaliar a autodeposição autônoma de pólen e a polinização natural. Aplicaremos o mapeamento estocástico (SIMMAP) para estimar as transições evolutivas em estratégias de história de vida e subsequentemente testar a correlação evolutiva entre essas estratégias e características florais durante a diversificação de Chamaecrista. Serão comparados seis modelos filogenéticos: um modelo de Movimento Browniano (deriva neutra) e vários modelos de Ornstein-Uhlenbeck, que incorporam restrições e seleção estabilizadora em torno de distintos picos adaptativos para fenótipos florais. A evolução correlacionada entre características florais e autodeposição autônoma de pólen também será testada usando regressões de Mínimos Quadrados Generalizados Filogenéticos (PGLS). Esperamos que mudanças na estratégia de história de vida se correlacionem com alterações na estrutura e função floral. Especificamente, a evolução de ciclos de vida mais curtos (anuais) é esperada co-evoluir com flores menores, hercogamia reduzida e maior autodeposição autônoma de pólen, refletindo menor dependência de polinizadores. Por outro lado, a estratégia de reprodução tardia deve favorecer o padrão oposto de evolução floral. (AU) | |
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