| Processo: | 26/08089-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia |
| Pesquisador responsável: | Fernanda Marcelina Silva |
| Beneficiário: | Geovanna Seixas |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Alimentos ultraprocessados Brasil Estudos transversais Hipotireoidismo Processamento de alimentos Epidemiologia nutricional |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alimentos ultraprocessados | Brasil | estudos transversais | hipotireoidismo | Processamento de alimentos | Epidemiologia Nutricional |
Resumo Cerca de 750 milhões de indivíduos em todo o mundo convivem com algum tipo de disfunção tireoidiana. Entre adultos, essas alterações configuram-se como as doenças endócrinas mais frequentes com impacto relevante na saúde e na qualidade de vida. A glândula tireoide desempenha papel central na regulação de funções metabólicas, crescimento e manutenção da homeostase do organismo, por meio da produção dos hormônios tireoidianos. Alterações nesse sistema podem levar a distúrbios como o hipotireoidismo, condição caracterizada por níveis elevados de TSH e redução de T4 livre. É uma doença de etiologia multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos e ambientais, incluindo o padrão alimentar. Nas últimas décadas, tem-se observado um aumento expressivo no consumo de alimentos ultraprocessados (AUPs), que são formulações industriais com alta densidade energética, ricas em açúcares, sódio e gorduras saturadas e trans, e pobres em fibras e micronutrientes. Além disso, os AUPs podem conter contaminantes químicos oriundos do processamento industrial dos alimentos e das embalagens, como ftalatos e bisfenol A, que atuam como desreguladores endócrinos e podem interferir na função tireoidiana. Evidências recentes sugerem que padrões alimentares com alta participação de AUPs estão associados a alterações metabólicas e hormonais, embora ainda sejam limitados os estudos que investigam especificamente sua relação com distúrbios da tireoide, especialmente em países de baixa e média renda. Diante desse cenário e do aumento do consumo de AUPs no Brasil, este estudo tem como objetivo avaliar a associação entre o consumo de AUPs e a prevalência de hipotireoidismo em adultos brasileiros. O NutriNet Brasil é uma coorte prospectiva composta por adultos residentes no Brasil, com 18 anos ou mais, recrutados por meio de plataformas digitais. A coleta de dados é realizada por questionários online aplicados a cada 3-4 meses, abrangendo informações sociodemográficas, hábitos de vida, alimentação e condições de saúde. No presente estudo, o consumo de AUPs será estimado a partir de múltiplos recordatórios alimentares de 24 horas (Nova24h), sendo calculada a proporção média de calorias provenientes desses alimentos. A prevalência de hipotireoidismo será estimada com base no autorrelato de diagnóstico médico. Serão também consideradas variáveis de ajuste, como idade, sexo, escolaridade, nível de atividade física, tabagismo, consumo de álcool e presença de comorbidades. A análise dos dados será realizada por meio de estatística descritiva, com medidas de tendência central e proporções, bem como pela investigação da associação entre consumo de AUPs e hipotireoidismo por modelos de regressão logística, em análises bruta e ajustada, com estimativa de razões de chances e intervalos de confiança de 95%. Espera-se que este estudo contribua para ampliar a compreensão sobre fatores modificáveis associados ao hipotireoidismo, fortalecendo as evidências científicas, especialmente em âmbito nacional, e contribuindo para subsidiar a formulação de políticas públicas em saúde. (AU) | |
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