| Processo: | 26/19058-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia |
| Pesquisador responsável: | Wagner José Fávaro |
| Beneficiário: | Jose Adilson de Macedo Junior |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 26/04108-0 - Desenvolvimento Clínico-Translacional de Nanoimunoterapias Inorgânicas como Estratégias de Primeira Linha e Resgate no Câncer de Bexiga Não Músculo-Invasivo de Alto Risco, AP.R |
| Assunto(s): | Neoplasias da bexiga Imunoterapia Nanotecnologia OncoTherad Procedimentos cirúrgicos urológicos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Câncer de Bexiga | ImmunoClor | imunoterapia | Nanotecnologia | OncoTherad | Cirurgia Urológica |
Resumo O câncer de bexiga não-músculo invasivo (CBNMI) corresponde a aproximadamente 70% dos casos de câncer de bexiga e representa uma das neoplasias urológicas de maior custo per capita no mundo, em função de sua elevada taxa de recorrência, risco de progressão para doença músculo-invasiva e necessidade de vigilância endoscópica prolongada. No Brasil, entre 2008 e 2017, o SUS registrou mais de 119 mil internações relacionadas ao câncer de bexiga, com custo direto superior a R$ 260 milhões, sem contabilizar o impacto socioeconômico de afastamentos laborais e aposentadorias precoces. O tratamento padrão para CBNMI de risco intermediário e alto associa ressecção transuretral (RTU) e imunoterapia intravesical com BCG, capaz de reduzir recorrência e retardar progressão. Entretanto, até 50% dos pacientes evoluem com recidiva ou progressão mesmo após regime completo de indução e manutenção, e até dois terços experimentam eventos adversos significativos, frequentemente levando à suspensão do tratamento. A escassez global de BCG, vigente desde 2012, comprometeu ainda mais o acesso a essa terapia, aumentando taxas de recidiva, cistectomias de urgência e mortalidade perioperatória. Diante desse cenário, torna-se imperativo desenvolver alternativas terapêuticas seguras, eficazes e custo-efetivas que substituam ou complementem o BCG, preservem a bexiga e minimizem desfechos adversos. O presente projeto clínico-translacional tem como objetivo avaliar duas nanoimunoterapias de desenvolvimento nacional: OncoTherad (MRB-CFI-1), um nanocomplexo inorgânico funcionalizado com ação na via TLR2/TLR4-STING-IRF3, capaz de promover produção de IFN-¿ e reprogramar o microambiente tumoral, e ImmunoClor (CIN-1+IMAO-A), uma formulação inovadora que associa um complexo inorgânico nanoestruturado (CIN-1) a um inibidor seletivo de monoamina oxidase A (MAO-A), modulando o metabolismo tumoral, atenuando a transição epitélio-mesenquimal e potencializando a resposta imune antitumoral. Serão incluídos 50 pacientes com CBNMI de risco intermediário e alto. Vinte e cinco pacientes BCG-naïve receberão OncoTherad (MRB-CFI-1) como terapia de primeira linha em contexto de escassez ao BCG, e 25 pacientes não-respondedores ao BCG/quimioterapia intravesical receberão ImmunoClor (CIN-1+IMAO-A) como terapia de resgate. O protocolo compreende fase de indução seguida de manutenção por até 24 meses, com acompanhamento clínico, cistoscópico, laboratorial e imunológico rigoroso. Desfechos primários incluem taxa de resposta patológica completa e sobrevida livre de recorrência. Desfechos secundários englobam sobrevida livre de progressão, preservação vesical, tempo até cistectomia radical e perfil de toxicidade. A validação clínica destas duas plataformas nanoimunoterápicas tem potencial para transformar o manejo do CBNMI no Brasil, reduzindo a necessidade de cistectomias radicais, melhorando desfechos clínicos, e promovendo soberania tecnológica e sustentabilidade do SUS. O projeto contribui para autonomia sanitária nacional e posiciona o país na vanguarda da inovação radical, oferecendo benefício clínico mensurável e impacto socioeconômico positivo. (AU) | |
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