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A filiação à Sátira Menipéia na prosa polifônica de Machado de Assis

Processo: 08/58338-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan
Beneficiário:Sandro Viana Essencio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Gêneros literários   Romance   Conto   Prosa

Resumo

O presente trabalho pretende propor uma leitura comparada entre o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis e o conto "Bobók" de Dostoievski. Tomando como ponto de partida os escritos do filósofo russo Mikhail Bakhtin, que tratam o romance como um gênero em constante evolução, e de seu apogeu com o romance polifônico que ultrapassava os limites da representação monolítica habitual. Para compreender o romancista brasileiro, apoiamo-nos, sobretudo, nos estudos realizados pelo crítico Roberto Schwarz (1990), quando este ao estudar as peculiaridades das Memórias Póstumas de Brás Cubas chega a conclusões que aproximam o narrador "volúvel" do romancista brasileiro ao "enfoque polifônico' que o narrador dostoievskiano confere a suas personagens, postura que modifica radicalmente todo o desenrolar posterior de toda a narrativa; além disso, desta feita buscamos compreender as peculiaridades de sua filiação à Sátira Menipéia, elemento que para Bakhtin é inseparável da evolução do romance, e como esta corrobora para a construção de um universo polifônico sul generis no romance machadiano. (AU)