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Estudo da toxicidade de diferentes doses do Diuron (3-(3,4-dichlorophenyl)-1,1-dimethylurea) no epitélio da bexiga de ratos Wistar machos por microscopia eletrônica de varredura

Processo: 07/55901-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2007
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Maria Luiza Cotrim Sartor de Oliveira
Beneficiário:Ana Paula Ferragut Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/60506-1 - Praguicidas agrícolas como fator de risco: avaliações toxicopatológica, imunológica, molecular e analítica em modelos experimentais de exposição única e combinada, AP.TEM
Assunto(s):Hiperplasia   Urotélio   Bexiga urinária

Resumo

O Diuron (3-(3,4-Dichlorophenyl)-1,1-dimethylurea) é um herbicida derivado da uréia, amplamente utilizado no Brasil para o controle de plantas daninhas nas culturas de soja, algodão e cana de açúcar, entre outras. Evidências experimentais indicam que o Diuron é cancerígeno para roedores; na pele de camundongos (Antony et al 1989), bexiga e pelve renal de ratos Wistar e mama de camundongos NMRI (USEPA, 2002), quando administrado pela ração na concentração de 2500 ppm. Assim, o Diuron foi classificado pela USEPA como "provável cancerígeno para a espécie humana" (USEPA, 2004). Em um estudo prévio desenvolvido por nosso grupo, ratos Wistar machos tratados com Diuron 2500 ppm durante 20 semanas apresentaram aumento dos índices de proliferação celular e da incidência de hiperplasia urotelial simples (HS) na bexiga (Nascimento et al., 2006). A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foram observados focos de necrose grave e hiperplasia do urotélio vesical dos animais expostos ao herbicida. Deve ser indicado que nesse estudo prévio não avaliamos possíveis alterações uroteliais nas bexigas de animais expostos às concentrações menores de Diuron, de modo não sabemos se estas alterações são dependentes de doses, isto é, se há efeito dose-resposta com relação ao efeito tóxico do Diuron sobre o urotélio. Desta maneira, a MEV é um método confiável e conveniente para a identificação, localização e classificação das alterações citotóxicas e proliferativas da bexiga, já que sinais discretos de citotoxicidade e de necrose da camada de células superficiais frequentemente não são detectados pela microscopia óptica. Com a finalidade de estudar a ação do Diuron sobre o epitélio da bexiga de ratos Wistar machos e a eventual existência de dose-resposta nos fenômenos de citotoxicidade e regeneração celular induzida pelo herbicida, pretende-se analisar, por Microscopia Eletrônica de Varredura, o urotélio de ratos machos submetidos às doses de Diuron via ração de 0, 125, 500 e 2500ppm por 20 semanas. As alterações registradas pela MEV serão comparadas às visualizadas à microscopia óptica na mesma bexiga. (AU)

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