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A loucura trágica em Machado de Assis ou cantava a pena de Machado ditirambos?

Processo: 03/00956-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2003
Vigência (Término): 31 de maio de 2005
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Sílvia Maria Azevedo
Beneficiário:Eduardo Jose Lobo Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Estudos interdisciplinares   Literatura brasileira   Filosofia   Crítica literária   Loucura

Resumo

Trata-se de estabelecer uma pesquisa de âmbito crítico-literária por intermédio de um viés interdisciplinar, que privilegia uma aproximação entre a literatura e a filosofia, trazendo um tema pontual do interior da literatura brasileira, a saber, a loucura na obra de Machado de Assis. Destacadamente, determo-nos na análise e compreensão de duas obras do chamado 2° período de Machado, qual sejam, o romance Quincas Borba e a novela O Alienista. Tal preferência e distinção justificam-se pela forma traçada pelo narrador de dar como desfecho ao labirinto da narrativa, a erupção da loucura aos protagonistas, como um golpe trágico aos seus destinos. Trágico aqui por revelar à vida um fim Intransponível - a desilusão e o sofrimento. O efeito irônico de Machado dá o contorno a uma crítica social e moral que nos permite estabelecer um ponto de contato com a filosofia, e notadamente, pelo enlace trágico, em direção à filosofia crítica e trágica de F. Nietzsche. Em Nietzsche, o duplo dionisíaco de vida e morte, pessimismo e otimismo vêm ao encontro da construção narrativa machadiana, que encerra dubiedade de sentido, em um jogo subversivo de valores, em que a arte se volta para a vida naquilo que ela traz de obscurecido. (AU)