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Análise da fauna como componente da paisagem e a representação cartográfica: o caso da espécie Carponis melanocephala no Parque Estadual Intervales

Processo: 08/54873-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2008
Vigência (Término): 30 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geografia Física
Pesquisador responsável:Sueli Angelo Furlan
Beneficiário:Eduardo Silva Bueno
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biogeografia   Ecologia da paisagem   Avifauna   Aves   Parques   Coleção e conservação de espécies biológicas   Mapeamento geográfico

Resumo

Em biogeografia, o estudo da fauna é pouco abordado devido à dificuldade que se tem de visualizar padrões relacionados à distribuição da vida animal na paisagem e também a necessária especialização que requer o estudo deste componente. Entretanto, a fauna faz parte da biota, um indiscutível componente da paisagem estabelecido pelos estudiosos dessa categoria analítica da geografia. Neste estudo se pretende trabalhar a fauna sob um enfoque geoecológico, utilizando-a como bioindicador para a cartografia da paisagem. Desse modo, através de uma técnica que relaciona a localização dos organismos de uma espécie em relação a seu nicho ecológico, pretendemos realizar um estudo que aborde a espécie Carponis melanocephala como componente da paisagem e bioindicador de unidades de paisagem por meio da espacialização de sua distribuição. A análise dessa distribuição visualizada sobre mapas da região através do sistema Sepecies Mapper e sobreposta nos mapas do Plano de Manejo do Parque Estadual Intervales exige a combinação de diversos elementos (abióticos e bióticos) que compõe o espaço, representando em produtos cartográficos uma área homogênea obtida a partir do componente fauna e dos aspectos de sua funcionalidade no ambiente. Este projeto de pesquisa propõe a analise da possível identificação da unidade a partir de sua relação com o entorno e com a heterogeneidade espacial visualizada no mosaico de unidades de paisagem obtidos no mapa de zoneamento do parque. A comparação dessas unidades com a obtida no mapeamento da distribuição da Carponis melanocephala no perímetro do PEI, será realizada com o intuito de nos indicar unidades do zoneamento que incluem a área do parque e sua zona de amortecimento, semelhantes, possíveis de serem preservadas ou restituídas, mostrando que a fauna pode indicar unidades espaciais a serem consideradas no planejamento da conservação das Unidades de Conservação de Proteção Integrada. (AU)