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Identificação de genes envolvidos na biossíntese de metabólitos secundários peptídicos relacionados com a virulência em Xylella fastidiosa

Processo: 99/07748-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 1999
Vigência (Término): 31 de julho de 2002
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Tsai Siu Mui
Beneficiário:Flávia Teresa Hansen Pacheco
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil

Resumo

Mais de 70% da produção de citros no Brasil é utilizada pela indústria de sucos concentrados. O mercado interno consome cerca de 28% da produção. Apesar de ser o maior produtor mundial, o Brasil tem uma participação muito fraca no mercado de exportação de frutas frescas, devido às doenças infecciosas que ocorrem em suas plantações, não atendendo às exigências de controle de qualidade. Dentre estas destaca-se a tristeza dos citros, o declínio, a leprose e a gomose. Nos últimos dez anos, a Clorose Variegada dos Citros (CVC) tornou-se o principal problema da citricultura paulista. Esta doença é causada por uma bactéria pertencente a um grupo de fitopatógenos procariontes denominado XLB ("Xylem-Limited Bactéria"). A CVC, a praga do amarelinho, foi primeiro observada no ano de 1987, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais (Lee et al., 1990). Posteriormente, Rossetti et al. (1992) relataram sua ocorrência novamente nestes dois Estados. A associação da bactéria X. fastidiosa com a CVC foi confirmada por Leite Jr. & Leite (1991) e por Beretta et al. (1991). A partir da região onde a CVC foi encontrada, houve disseminação do patógeno para outras regiões produtoras de citros. No Brasil, essa disseminação foi rápida e atualmente o agente da CVC já foi encontrado em pomares dos Estados do Paraná, Goiás e Sergipe, além dos Estados de São Paulo e Minas Gerais (Osvaldo et al., 1997). A Argentina, até o momento, é o único país, além do Brasil, onde a CVC foi diagnosticada. Este plano de pesquisa propõe a participação ativa de uma bolsista (em nível de pós-doutorado) na identificação de metabólitos secundários e compostos como os sideróforos relacionados com a virulência da bactéria patogênica Xylella fastidiosa causadora da Clorose Variegada dos Citros no Laboratório de Biologia Celular e Molecular do CENA/USP (Processo FAPESP n° 97/13478-1). O desenvolvimento e adaptação de protocolos para a identificação desses compostos propiciarão conhecimentos necessários para a elucidação de alguns pontos, que, atualmente não estão esclarecidos, e que o projeto ONSA objetiva alcançar, tais como identificar através das seqüências de nucleotídeos, os genes de X. fastidiosa envolvidos na sua virulência. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SILVA-STENICO, M. E.; PACHECO, F. T. H.; PEREIRA-FILHO, E. R.; RODRIGUES, J. L. M.; SOUZA, A. N.; ETCHEGARAY, A.; GOMES, J. E.; TSAI, S. M. Nutritional deficiency in citrus with symptoms of citrus variegated chlorosis disease. Brazilian Journal of Biology, v. 69, n. 3, p. 859-864, AUG 2009. Citações Web of Science: 7.
FLÁVIA TERESA HANSEN PACHECO; MARIA ESTELA SILVA-STENICO; AUGUSTO ETCHEGARAY; JOSÉ ELIAS GOMES; EMANUEL CARRILHO; SIU MUI TSAI. Specific amplification of iron receptor genes in Xylella fastidiosa strains from different hosts. GENETICS AND MOLECULAR BIOLOGY, v. 29, n. 1, p. -, 2006.
ESTELA SILVA-STENICO‚ M.; PACHECO‚ F.T.H.; RODRIGUES‚ J.L.M.; CARRILHO‚ E.; TSAI‚ S.M. Growth and siderophore production of Xylella fastidiosa under iron-limited conditions. MICROBIOLOGICAL RESEARCH, v. 160, n. 4, p. 429-436, 2005.

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