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Análise dos efeitos da modulação dos sistemas serotoninérgico e GABAérgico da SCPD sobre as alterações somáticas e emocionais induzidas durante a abstinência de morfina

Processo: 09/15711-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Manoel Jorge Nobre Do Espirito Santo
Beneficiário:Natalia Fernanda de Oliveira Barradas
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Drogas ilícitas   Síndrome de abstinência a substâncias   Transtornos relacionados ao uso de opioides   Ansiedade   Medo

Resumo

A adição a drogas de abuso é função dos fortes efeitos reforçadores que estas substâncias possuem sendo esta uma das principais razões pelas quais elas são ingeridas. A ingestão em longo prazo, no entanto, produz uma "acomodação" fisiológica e farmacológica do sistema nervoso central o que resulta, por sua vez, no surgimento de processos internos contra adaptativos contrários aos efeitos da droga. Nesta condição, a interrupção da ingestão crônica produz um desequilíbrio homeostático que se manifesta na expressão dos diversos sintomas observados durante a abstinência. Estes sintomas podem ser divididos em físicos e emocionais e sua variedade é função de fatores diversos tais como tipo de substância ingerida, frequência e tempo de tratamento, dose, histórico pessoal e familiar, resistência ao stress, etc. A incapacidade de lidar com os estados emocionais negativos, gerados pela ausência da droga no organismo, é forte fator que induz à recaída, como já verificado tanto em seres humanos quanto em animais de laboratório. A abstinência de drogas de abuso possui a característica um estressor incondicionado e, como tal, pode também estar sob influência de sistemas neuronais e áreas encefálicas que comumente modulam a resposta do organismo a estímulos incondicionados de medo. Dada a natureza incondicionada da resposta, já que a simples apresentação do estímulo incondicionado, ou mesmo pistas contextuais que sinalizam a presença da droga, tem a capacidade de produzir os sintomas físicos e afetivos da abstinência, dentre eles níveis elevados de ansiedade, podemos sugerir que a ingestão crônica de opioides pode alterar circuitos elementares de áreas do tronco cerebral que comumente modulam as respostas incondicionadas de medo e ansiedade, regiões estas que, por cumprirem um papel adaptativo, mantiveram-se quase que inalteradas no decorrer do processo evolutivo. (AU)