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Análise da importância da modulação serotoninérgica dos neurônios do núcleo dorsal da rafe sobre o medo e ansiedade eliciados pela estimulação elétrica da substância cinzenta periaquedutal dorsal de ratos abstinentes de diazepam, e sua interação com os sistemas GABAérgico, glutamatérgico e opioide do núcleo basolateral da amígdala

Processo: 06/60568-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2007
Vigência (Término): 31 de maio de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Manoel Jorge Nobre Do Espirito Santo
Beneficiário:Alícia Cabral
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/02859-0 - Neurobiologia do abuso de drogas, AP.JP

Resumo

Boa parte dos sintomas presentes durante a abstinência de uma droga de abuso são comumente observados em animais expostos a situações de perigo, ou a partir da estimulação elétrica ou química de estruturas do tronco cerebral pertencentes ao sistema encefálico aversivo, como a substância cinzenta periaquedutal. A facilitação ou o bloqueio da neurotransmissão GABAaérgica ou serotoninérgica nessas estruturas elicia um padrão de respostas similar ao observado durante a abstinência de benzodiazepínicos. Por outro lado, sabe-se que parte das aferências para esta estrutura provém da amígdala, sendo que a estimulação de ambas elicia em animais de laboratório uma gama de respostas características de estados de medo e ansiedade, sugerindo que as projeções dos núcleos amigdaloides para o teto mesencefálico façam parte do sistema que modula estes estados emocionais. O correspondente clínico destes fenômenos foi observado em indivíduos abstinentes de benzodiazepínicos ao relatar, após a expressão de um processo catatônico, um sentimento de medo extremo que os deixava numa situação de imobilidade absoluta; uma descrição muito parecida com aquela relatada pelo paciente cirúrgico de Nashold (1969), o que sugere a implicação de mecanismos neurobiológicos análogos tanto na ansiedade promovida pela abstinência dessa classe de drogas, quanto naquela induzida por estímulos que produzem medo. (AU)