Busca avançada
Ano de início
Entree

A cetamina tem efeito anagesico preempitivo em criancas submetidas a amidalectomia?

Processo: 06/04501-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2007
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Norma Sueli Pinheiro Módolo
Beneficiário:Elisa Maria Capitian Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia   Ketamina

Resumo

Introdução e ObjetivoO tratamento da dor pós-operatória, quando eficaz, reduz as complicações que podem ocorrer no período pós-operatório. Dentro desse contexto, a analgesia preemptiva tem sido estudada como controle da dor aguda. Alguns autores demonstraram que esta abordagem pode prevenir a hiperexcitabilidade dos neurônios da medula espinhal secundária à estimulação periférica relacionada à hiperalgesia. Embora os resultados obtidos experimentalmente sejam encorajadores, os estudos clínicos são controversos. Neurotransmissores excitatórios como o glutamato aspartato, substância etc, têm sido relacionados ao desenvolvimento e manutenção dos estados patológicos da dor após lesão tecidual, principalmente hiperalgesia e alodínea. A atuação destes receptores parece ser através dos receptores N-metil-D aspartato (NMDA). Acredita-se que o antagonismo dos receptores NMDA tenham papel protetor diante do estímulo álgico, já que agem bloqueando a sensibilização central e o fenômeno conhecido como “wind up”, que acontece após estímulos freqüentes não aferentes gerando a soma dos potenciais de ação e conseqüentes despolarização pós-sinápticas. Na prática clínica, a cetamina representa um dos poucos antagonistas NMDA disponíveis, apresentando ainda, propriedades analgésicas não relacionadas ao receptor NMDA, como a ativação do sistema inibitório descendente monoaminérgico, envolvido na modulação de processos nociceptivos. Recentemente, foi disponibilizado comercialmente o isômero levogirio da cetamina, a S(+) cetamina, com quatro vezes maior afinidade pelo receptor NMDA, e maior potência analgésica que a forma racêmica.Portanto o objetivo dessa pesquisa é o de avaliar a eficácia da cetamina como droga analgésica preemptiva, durante a anestesia geral para a realização de amidalectomia em crianças, por meio da avaliação da freqüência e intensidade da dor pós-operatória (odinofagia), aplicando-se escalas de avaliação da dor adequadas para a capacidade cognitiva e de comunicação da criança, bem como do consumo de drogas analgésicas no primeiro dia de pós-operatório, quando comparada à anestesia sem a utilização de cetamina como droga analgésica preemptiva. MétodoApós aprovação no Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, Unesp, e obtenção do consentimento por escrito dos responsáveis pelos pacientes, serão incluídos no estudo 40 pacientes ASA I e II, com idade entre 3 e 12 anos, alocados por sorteio em dois grupos: G1 – 20 pacientes submetidos à amidalectomia, sob anestesia geral, com injeção intravenosa de cetamina, na dose de 0,15 mg.kg-1, diluída em 1 ml de solução fisiológica, logo após a indução anestésica e G2 (controle) – 20 pacientes submetidos aos mesmos procedimentos de G1, com a injeção intravenosa de 1 ml de solução fisiológica, após a indução da anestesia. A anestesia será induzida com propofol (3 mg.kg-1), alfentanil (50 g.kg-1) e para controle da ventilação será utilizado o benzilato de atracúrio (0,5 mg.kg-1). A manutenção da anestesia será com isoflurano (0,5 a 1,0 de concentração alveolar mínima). Após o término da cirurgia, as crianças serão encaminhadas à Sala de Recuperação Pós-Anestésica, onde será avaliada a odinofagia por meio da intensidade das queixas, a escala visual de dor de expressões faciais e escala objetiva de dor, proposta por Kundra et al. e modificada pelos autores deste projeto, na qual serão analisados dados hemodinâmicos e comportamentais. Esta avaliação será realizada no momento da alta da SRPA, 12 horas e 24 horas após desintubação. A necessidade de analgésico de resgate também será avaliada e, se necessário, administrado tramadol (1 mg.kg-1) endovenoso.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)