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Análise de SNPs nos genes SLC6A3 e DRD2 em portadores de Gagueira Desenvolvimental Persistente Familial do estado de São Paulo

Processo: 10/00501-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Danilo Moretti-Ferreira
Beneficiário:Bianca Santos Domingues
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Genética molecular   Técnicas de genotipagem   Polimorfismo de um único nucleotídeo   Gagueira   Reação em cadeia da polimerase em tempo real

Resumo

A gagueira é uma disfluência caracterizada pela frequência de repetições ou, prolongamentos de sons ou, pela freqüência de hesitações no ritmo normal da fala. A gagueira desenvolvimental persistente familial ocorre no início da infância, entre os 4 anos de idade, com maior prevalência em indivíduos do sexo masculino, atinge 5% das crianças e 1% dos adultos. Trata-se de um distúrbio de caráter multifatorial que sofre influência de fatores biológicos e ambientais. Quanto aos fatores biológicos, destacasse a provável e importante contribuição genética. Diversos estudos têm apontado para diferenças estruturais e funcionais no sistema nervoso entre indivíduos gagos e fluentes. Estudos moleculares têm sugerido que possível(s) alteração(s) de gene(s) que auxiliam na metabolização de neurotransmissores, principalmente a dopamina, seja o causador da afecção. Na tentativa de entender as bases genéticas da teoria da hiperativação dopaminérgica foram estudados e comparados, em indivíduos gagos e fluentes, cinco SNP para os genes: SLC6A3 (região cromossômica 11q23) e DRD2 (região cromossômica 5p15.3), respectivamente, receptor e transportador dopaminérgicos. Verificou-se que dos cinco SNPs testados o único que apresentou resultados significantes foi um dos relacionados ao gene do receptor de dopamina, DRD2, aonde a presença do alelo T no polimorfismo rs6277 foi tido como um fator protetor para o aparecimento da gagueira e, conseqüentemente, o aumento do genótipo CC foi considerado fator de risco para a afecção. Assim é proposto neste trabalho, de maneira inédita e pioneira na população do Estado de São Paulo (Brasil), avaliar e comparar o polimorfismo de cinco SNPs, já descritos na literatura, presentes nos genes receptores e transportadores dopaminérgicos (SLC6A3 e DRD2), em dois grupos: um dos portadores de gagueira desenvolvimental persistente familial do Estado de São Paulo e outro, de controles fluentes, pareados por sexo. Os procedimentos de pesquisa abrangem a análises das disfluências, a partir do registro audiovisual da fala dos candidatos à pesquisa, purificação de DNA, genotipagem pelo sistema TaqMan® em um termociclador ABI StepOne" Real-Time PCR System de acordo com o protocolo sugerido pela empresa e por fim o processamento desses dados por meio de análises estatísticas e ferramentas de bioinformática.

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