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Biogeografia histórica da Mata Atlântica usando a distribuição dos opiliões (Arachnida)

Processo: 09/07306-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia
Pesquisador responsável:Ricardo Pinto da Rocha
Beneficiário:Marcio Bernardino da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil

Resumo

A história biogeográfica da Mata Atlântica é pouco conhecida, apesar da sua importância para a conservação do ecossistema. A distribuição das espécies de opiliões (Arachnida) tem sido usadas recentemente para revelar aspectos importantes dessa história, como as áreas de endemismo que a compõe e os principais eventos de disjunção e diversificação da fauna. Esses animais são bons objetos para esse tipo de estudo pelo alto grau de endemismo que apresentam. Para aprofundar esses estudos, serão usadas três fontes de evidências indicadoras da história da floresta no presente projeto: a coincidência na distribuição de espécies, a modelagem de nicho de espécies sob o clima atual e pretérito, e as árvores filogenéticas de táxons com representantes endêmicos. Na primeira e na última fonte serão usadas, em conjunto com as espécies de opiliões, informações distribucionais de outros táxons de animais e plantas compatíveis com os objetivos do projeto. O programa NDM e o "Biotic Element Analysis" serão usados com as ocorrências das espécies sobre uma grade para procurar coincidência de distribuições. A modelagem de nicho será feita com o programa Maxent, utilizando variáveis de temperatura e precipitação dos pontos de ocorrência real das espécies. As filogenias serão comparadas pelos métodos de biogeografia cladística (BPA e "Paralogy free sub-trees") a fim de procurar por cladogramas gerais de relações entre as áreas. Pretende-se obter uma nova delimitação de áreas de endemismo, aprofundar nos padrões de transições entre essas áreas e ecótonos, apresentar cladogramas gerais das áreas de endemismo e, com isso, testar as hipóteses e inferir eventos e processos mais importantes para a história de diversificação da Mata Atlântica. (AU)