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Adaptação de uma metodologia para investigação de fungos em feridas de pacientes queimados.

Processo: 08/09537-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Andrea Regina de Souza Baptista
Beneficiário:Ana Carolina Remondi Souza
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Queimaduras   Infecção hospitalar   Colonização   Leveduras   Microbiologia médica

Resumo

No Brasil, estima-se que ocorram 1.000.000 de episódios de queimadura por ano. Desses, 100.000 vítimas procuram atendimento hospitalar enquanto 2.500 morrerão por complicações resultantes das mesmas. Dentre elas, as intercorrências infecciosas pós-queimadura correspondem a 75% das causas de morte nesses pacientes. As infecções relacionadas à ferida por queimadura constituem a primeira causa de sepse em pacientes queimados. Dados obtidos a partir de estudos sobre a colonização/infecção bacterianas mostram que a microbiota encontrada imediatamente após a queimadura é constituída basicamente por bactérias gram-positivas além de outras colonizantes da pele saudável que resistem à coagulação protéica, característica própria do agravo térmico. A partir do sexto dia de internação nota-se o predomínio de enterobactérias. Após esse período é que se tem descrito o isolamento de fungos. A busca por métodos de diagnóstico da infecção fúngica em feridas de pacientes queimados ganhou importância com o advento recente do uso de antimicrobianos tópicos já que esses inibem bactérias competidoras permitindo o oportunismo dos fungos. Nesse cenário, os patógenos fúngicos são considerados emergentes e a sepse secundária à infecção fúngica já foi reportada como principal causa de mortalidade em unidade de queimados, podendo atingir prevalência superior a 90%. Contudo, pouco se sabe sobre a presença dos fungos como agentes colonizantes/infectantes das feridas resultantes de queimaduras. As pesquisas que abordem a colonização/infecção fúngica nas feridas resultantes de queimadura terão importante impacto na construção de orientações terapêuticas específicas e na implementação de medidas de prevenção e controle da infecção hospitalar fúngica, assim como na redução da seleção de clones resistentes em ambiente nosocomial. Considerando o acima exposto, o presente projeto tem como objetivo geral conhecer a freqüência dos agentes fúngicos colonizantes e infectantes das feridas por queimadura em pacientes atendidos em uma unidade de referência para tratamento.