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Estudo do efeito do tratamento com estatinas sobre a modulação da resposta imune durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

Processo: 08/09851-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:João Santana da Silva
Beneficiário:Fredy Roberto Salazar Gutierrez
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/53940-0 - Células T reguladoras e TH 17 no controle da imunidade contra infecções, tumores e doenças autoimunes, AP.TEM

Resumo

Apesar dos grandes avanços no controle da transmissão vetorial e transfusional, a doença de Chagas continua sendo uma grande ameaça para a saúde pública na América latina. A quimioterapia específica contra seu agente etiológico, o parasito Trypanosoma cruzi, é insatisfatória devido ao fato dos medicamentos disponíveis possuírem limitada eficácia na fase crônica da doença, que é a mais prevalente, e por apresentarem graves efeitos colaterais. Portanto, é necessária a busca por novas terapias mais seguras e potentes. Estatinas são inibidores farmacológicos da conversão de 3-hidroxi-3-metil glutaril coenzima A (HMG-CoA) em L-mevalonato por inibição competitiva no sítio ativo da enzima HMG-CoA redutase no fígado. Usados na terapia de hipercolesterolemias, estes medicamentos são altamente seguros, e também possuem efeitos imuno-moduladores que são pleiotrópicos e independentes do seu efeito sobre o colesterol. Adicionalmente, estas substâncias possuem atividade parasiticida, especificamente contra o T. cruzi, por inibirem indiretamente a síntese de ergosterol, necessário no metabolismo do parasito. Com os recentes avanços no entendimento da fisiopatogenia da doença de Chagas, passou-se de uma perspectiva da autoimunidade como mecanismo exclusivo, para um ponto de vista onde a patogênese da cardiomiopatia é determinada pela persistência do parasitismo, em associação com o desequilíbrio da resposta. Portanto, estratégias terapêuticas considerando o tratamento antiparasitário, junto com a modulação da resposta imune, poderiam ser altamente benéficas para o hospedeiro. Desta forma, as estatinas são promissoras na terapêutica da infecção por T. cruzi, uma vez que teriam ação microbicida e imuno-moduladora simultaneamente. O objetivo do presente projeto é estudar o potencial efeito terapêutico das estatinas in vivo no modelo experimental de infecção por T. cruzi. (AU)