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Estudo epidemiológico da leishmaniose visceral no Centro de Conservação da Fauna Silvestre de Ilha Solteira, SP

Processo: 07/07592-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2007
Vigência (Término): 30 de novembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Wilma Aparecida Starke Buzetti
Beneficiário:Michely da Silva Tenório
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Assunto(s):Cães   Epidemiologia   Lutzomyia longipalpis   Leishmania infantum   Leishmaniose visceral   Animais silvestres

Resumo

Protozoários do gênero Leishmania pertencem à Ordem Kinetoplastida, Família Trypanosomatidae. A espécie responsável pela forma visceral da doença é a L. chagasi, do complexo Donovani, subgênero Leishmania. Diferentes espécies de flebotomíneos pertencentes ao gênero Lutzomyia são os transmissores das Leishmanioses na América e, assim como os reservatórios, os vetores também mudam de acordo com a espécie de Leishmania. O avanço da agricultura e da pecuária próximo às áreas naturais proporcionou um contato entre as populações humanas e de seus animais domésticos com as populações de animais silvestres nos seus habitats. No ciclo doméstico ou peridoméstico, os ambientes envolvidos são o rural, periurbano e/ou urbano; onde a Leishmania sp circula entre canídeos e gambás, que apesar de origem silvestre, são bem adaptados ao ambiente rural e urbano (sinantrópicos). Aqui o vetor se mantém e consegue reproduzir nas cercanias dos domicílios, transmitindo a enfermidade para o homem e cães assegurando a manutenção da infecção. O Centro de Conservação de Fauna Silvestre CESP (Companhia Energética do Estado de São Paulo), localiza-se no perímetro urbano do município de Ilha Solteira constitui uma área de 18 hectares de vegetação do tipo cerradão que é destinada à conservação, preservação e reprodução de muitas espécies da fauna brasileira, principalmente aquelas ameaçadas de extinção. Como a Leishmaniose Visceral Canina tem sido diagnosticada em cães de Ilha Solteira e dada a proximidade do zoológico com os cães da cidade, este trabalho objetiva um estudo epidemiológico da leishmaniose visceral neste zoológico, visando o levantamento da ocorrência da LV nos procionídeos e nos canídeos silvestres, o levantamento dos flebotomíneos neste local e a pesquisa de ectoparasitas destes animais. Além disso, será verificado o papel dos roedores (Rattus sp) e marsupiais (Didelphis sp) livres neste recinto como possíveis reservatórios da LV e será realizado também uma estimativa da população permanente ou transitória de cães ou outros animais silvestres, como cotias, tatus, morcegos, etc., dentro do zoológico. Para este trabalho, serão realizados exames parasitológicos diretos, citoquímicos, imunoistoquímicos e sorológicos como a reação de imunofluorescência (RIFI) e ELISA. Os flebotomímeos e os demais animais serão capturados utilizando-se armadilhas apropriadas.