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O Império do autor na moderna teoria da literatura: o problema da autoria no século XX

Processo: 07/50293-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2007
Vigência (Término): 31 de maio de 2008
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Fábio Rigatto de Souza Andrade
Beneficiário:Caio Márcio Poletti Lui Gagliardi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Autoria   Intencionalidade (filosofia)   Heteronomia   Poetas   Portugueses   Século XX

Resumo

A autoria é aqui tratada como um dos conceitos mais controvertidos da moderna teoria da literatura. Seu surgimento está ligado ao enfraquecimento da tradição retórica, isto é, dos instrumentos de prescrição e averiguação do fazer literário. Com a crescente hibridização dos gêneros, verifica-se, com especial relevo no século XVIII, a substituição das receitas de como fazer pela concepção de que a criação "autêntica" é, e só pode ser fruto da irrupção interior de um ser de exceção, naturalmente desobediente a padrões reguladores da escrita. Em oposição a essa perspectiva, a moderna teoria da literatura (século XX) é marcada por uma inclinação nítida pela recusa do autor como tutor do sentido do texto (Proust, Eliot, Croce, Wimsatt e Beardsley, Derrida, Barthes e Foucault). Ao mesmo tempo, contrapõe-se a ela a defesa e revisão da noção de autoria (Booth, Bloom, Eco e Compagnon), realizada sobre patamares distintos da concepção operante no século anterior (Taine, Pater e Sainte-Beuve). Dividida em duas etapas, esta pesquisa tem por objetivo inicial a realização de uma leitura crítica e sistemática dessas bases de recusa, defesa e revisão, através da qual se pretende, na etapa seguinte, aprofundar a discussão (ora em marcha) sobre as noções de autoria e intencionalidade. Neste trabalho, tal tentativa de aprofundamento vale-se, em sua etapa consecutiva, da proposição de uma hipótese particular de análise e interpretação, resultante de um deslocamento de contextos: a recorrência à noção de heteronímia, de Fernando Pessoa, tal como discutida no capítulo final da tese de doutorado Fernando Pessoa ou do Interseccionismo, aqui submetida à revisão. (AU)