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Contos caboverdianos: revista claridade (1936-1960)

Processo: 09/53755-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Rubens Pereira dos Santos
Beneficiário:Bruna Carolina de Almeida Salles
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Conto

Resumo

O projeto propõe um estudo dos contos da Revista Claridade (1936-1960). Trata-se de uma pesquisa que coloca em foco a moderna literatura caboverdiana e seus escritores. Propomos uma leitura desses contos e através deles tentaremos averiguar a importância e atuação da revista, bem como, as influências portuguesas e a formação e desenvolvimento do processo literário em Cabo Verde extraindo dessa análise elementos que subsidiem a redação de um ensaio final. As literaturas africanas de língua portuguesa ganharam maior ímpeto a partir dos anos 40 e 50, quando começou a operar-se uma vigorosa conscientização nacional. No caso de Cabo Verde a manifestação literária operou-se mais cedo, por volta dos anos 30, com os que seriam os instituidores da revista Claridade, entre outros que se juntariam a esse mesmo grupo claridoso. Duas revistas tiveram extrema importância no surgimento da literatura caboverdiana: Claridade (1936) e Certeza(1944). Os principais colaboradores da primeira foram Baltazar Lopes, Manuel Lopes da Silva e Jorge Barbosa. Publicou-se pela Claridade apenas nove números que, no entanto, foram suficiente para abastecer o painel literário, sobretudo, das décadas de 30,40 e 50. Certeza, por sua vez, era formada por alunos do Liceu Gil Eanes e não tinha os mesmos ideais que Claridade. O grupo de Certeza tinha ideias mais radicais e incorporavam uma tarefa de "conscientização", seus jovens escritores tinham intenção um tanto quanto revolucionária, os quais intencionavam o desligamento do arquipélago a tudo quanto não proviesse dele. Por causa de sua política antilusitana, Certeza teve somente um número; alguns de seus jovens escritores passaram, então, ao grupo dos claridosos. (AU)