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A agroindustria canavieira e os indios terena: um estudo sobre a 'changa' nas usinas de alcool e acucar do mato grosso do sul

Processo: 09/50344-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:John Manuel Monteiro
Beneficiário:Carolina Perini de Almeida
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Terena   Trabalho indígena   Territorialização

Resumo

Os Terena representam uma das populações indígenas do Estado do Mato Grosso do Sul de presença mais marcante, devido tanto ao grande número deles que está alocado nas áreas urbanas em subempregos, quanto aos milhares de jovens terena que se deslocam continuamente das reservas indígenas para a realização da Changa - forma pela qual é denominado regionalmente o trabalho temporário fora das aldeias. Esse projeto se propõe a estudar as conseqüências sociais e étnicas da inserção dos Terena no processo social específico do emprego no corte de cana em Mato Grosso do Sul nos anos recentes, levando em conta os diferentes pontos de vista envolvidos. Para tanto, busca-se compreender e contextualizar o fenômeno tanto em seus aspectos contemporâneos quanto em suas transformações históricas, a partir da experiência de duas usinas do Grupo José Pessoa - um dos maiores empregadores dessa mão-de-obra no Estado - localizadas em Sidrolândia e Brasilândia, Mato Grosso do Sul. A análise será realizada a partir do conceito de territorialização introduzido pelo antropólogo João Pacheco de Oliveira Filho e da reflexão sobre as relações de poder entre o Estado Brasileiro e os Terena feita por Andrey Cordeiro Ferreira. (AU)