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Contornos das políticas linguísticas coloniais portuguesas nos alvores da modernidade: espaços de uma antropologia não-anglófona sobre colonialidade

Processo: 07/06664-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2008
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:John Manuel Monteiro
Beneficiário:Cláudio Costa Pinheiro
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil

Resumo

De par com o processo de expansão colonialista dos Estados europeus modernos, foram deflagradas diversas movimentações no mundo então conhecido. Passaram a existir intensos fluxos de produtos, espécies naturais (de fauna e flora) e pessoas. No que tange a circulação de pessoas - a compreensão de seus costumes e realidades - um dos dilemas que cedo instalou-se foi a dificuldade de compreensão dos idiomas. Uma verdadeira galáxia de línguas foi sendo contatada e o avanço e sucesso da empreitada colonialista dependeu da capacidade de estabelecer contatos. Em um primeiro momento, recorreu-se às línguas (tradutores) enquanto mediadores da comunicação entre europeus e demais grupos contatados. Simultaneamente, ocorria na Europa um intenso movimento de civilização (domesticação) dos vernáculos a partir de fórmulas gramaticais baseadas no latim. Num curto espaço de tempo após o início da gramatização e dicionarização das línguas europeias, o mesmo ocorreu entre as línguas sul-americanas, asiáticas e, posteriormente, africanas. Destarte foi que dicionários e outros instrumentos de tradução foram usados para criar inteligibilidade entre línguas, mas também entre culturas, costumes e formas de sociabilidade - na Europa, assim como nas terras conquistadas. Entre os objetivos dessa investigação está à perspectiva de recolocar questões a uma agenda internacional de debates sobre colonialismo e pós-colonialismo, a partir da reconstrução das trajetórias e de iniciativas que terminaram ensejando políticas coloniais portuguesas ligadas à tradução e codificação de línguas em Ásia e América do Sul, a partir dos alvores da Modernidade. (AU)