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Busca de compostos de partida para novas drogas antichagásicas e antileishmaniose, através de ensaios bioquímicos e biológicos in vitro com flavonoides isolados de Lonchocarpus e Deguelia (Leguminosae) e com alcaloides 2-alquil-4-quinolonas isolados de Dictyoloma e Spathelia (Rutaceae)

Processo: 00/12427-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2001
Vigência (Término): 30 de junho de 2002
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva
Beneficiário:Valéria Regina de Souza Moraes
Instituição-sede: Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14138-2 - Center for Structural Molecular Biotechnology, AP.CEPID

Resumo

A doença de Chagas, juntamente com a Leishmaniose, representa um grave problema de saúde pública, afetando aproximadamente cerca de 30 milhões de pessoas em todo o globo terrestre. Atualmente, a falta de medicamentos efetivos e menos tóxicos, no combate a essas endemias, justifica a busca de drogas mais eficazes. Flavonoides isolados de Neoraputia magnifica apresentaram resultados promissores como inibidores da atividade da enzima Gliceraldeído 3-fosfato Desidrogenase (GAPDH) de Trypanosoma cruzi. Com isto, para se obter evidências experimentais que permita entender a relação estrutura/atividade entre os flavonoides, o grande número de flavonoides isolados de espécies de Lonchocarpus e Deguelia, no total mais de 80, fornecidos pelo grupo da UNICAMP, serão avaliados frente a enzima GAPDH- Te e quanto a atividade tripanomicida sobre a forma tripomastigota de T. cruzi in vitro. Os estudos fitoquímicos de Dictyoloma vandellianum e Spathelia excelsa (Rutaceae), levaram ao isolamento, entre outros compostos, de cinco e seis derivados de alcaloides 2-alquil-4- quinolonas, respectivamente. Entre estes alcaloides, apenas um deles foi obtido em quantidade suficiente para o bioensaio frente à forma amastigota da espécie Leishmania amazonensis. Logo, pretende-se isolar novamente estes alcaloides em maior quantidade para posterior bioensaio. Em função destes resultados, estes alcaloides também serão avaliados em relação à inibição das enzimas envolvidas na via de recuperação de purino nuc1eotídeo (APRT, HGPRT e XPRTases) de Leishmania. Os flavonoides discutidos acima serão também avaliados quanto a atividade inibidora destas enzimas. Os resultados fornecerão um melhor suporte para o desenho racional de novas drogas antileishmaniose. (AU)