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O dilema do prisioneiro: modelo espaço/temporal de cooperação entre agentes

Processo: 03/09884-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2004
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2004
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Alexandre Souto Martinez
Beneficiário:Ricardo Oliveira dos Santos Soares
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Transição de fase   Teoria dos jogos   Evolução molecular   Mutualismo (biologia)   Parasitismo

Resumo

Na tentativa de entender alguns aspectos da natureza, podemos considerá-la de modo simplificado: como sendo um tabuleiro onde são realizados inúmeros jogos a todo o momento. Utilizando o Dilema do Prisioneiro, que é o modelo mais simples para o estudo de relações altruístas, cria-se um conflito entre dois agentes que podem, ou não, cooperar. Neste dilema, a melhor estratégia individual é a defecção (não-cooperação) enquanto que a melhor estratégia coletiva é a cooperação. Na iteração do Dilema do Prisioneiro evidencia-se o surgimento espontâneo da cooperação através da estratégia Tit-for-Tat que, em média, é a melhor tática individual e coletiva do sistema. Em um primeiro estudo o Dilema do Prisioneiro Iterado foi considerado e ficou claro que, em média, a estratégia do Tit-for-Tat é o melhor procedimento. Porém situações específicas indicam que outras estratégias podem apresentar um melhor desempenho. Neste projeto de pesquisa propomos o estudo do Dilema do Prisioneiro espacial. Estes resultados aplicam-se no estudo de relações ecológicas entre espécies que compartilham um mesmo ambiente e, portanto, podem vir a desenvolver um comportamento conjunto, em moldes de mutualismo (relações altruístas em primatas, mirmecofilia, inspeção de predador em peixes, compartilhamento de sangue entre morcegos hematófagos) ou parasitismo. (AU)