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Padrões de exposição diferencial ao tiametoxam e variação sazonal da atividade enzimática em Apis mellifera: potencial como indicadora da qualidade ambiental

Processo: 10/00747-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Osmar Malaspina
Beneficiário:Stephan Malfitano Carvalho
Instituição-sede: Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/57122-7 - Procura de compostos líderes para o desenvolvimento racional de novos fármacos e pesticidas a partir bioprospecção da fauna de artrópodes brasileiros, AP.BTA.TEM

Resumo

A presença de xenobióticos no ambiente representa grande risco para diversas espécies de organismos benéficos, como a abelha Apis mellifera L., 1758. O desenvolvimento de novas técnicas de avaliação do impacto ambiental desses compostos é de grande importância, ainda mais por se tratar de uma espécie que possui intensa atividade de forrageamento, originando produtos como mel, cera, geleia real, própolis, apitoxina e a notável função de polinização. Dentre os inseticidas empregados no controle de diversos insetos-praga, encontra-se o neonicotinoide tiametoxam, que atua como agonista do receptor da acetilcolina nas sinapses nervosas. Devido ao interesse e a possibilidade de uso da abelha A. mellifera como espécie indicadora da qualidade ambiental e sua presença em inúmeros ecossistemas agrícolas, busca-se avaliar e estabelecer padrões de resposta enzimática para a exposição diferencial ao inseticida tiametoxam. As pesquisas serão realizadas visando analisar o efeito desse inseticida sobre as enzimas: (a) acetilcolinesterase (AChE), responsável pela transmissão do impulso nervoso e (b) carboxilesterase (CaEs) que tem como função o metabolismo de xenobióticos. Para determinar o valor da dose de referência DL50, abelhas forrageadoras serão expostas ao inseticida em ensaios do tipo dose-resposta. Nos demais experimentos será estudado o padrão enzimático de AChE e CaEs das abelhas quando expostas ao tiametoxam, na dose DL50 e naquelas subletais DL50/10 e DL50/20. Também serão empregados os modos de exposição por resíduo em superfícies contaminadas, ingestão e aplicação tópica, no intuito de se aproximar das condições de campo. Será avaliado o tempo de exposição das abelhas ao tiametoxam nos diferentes modos de exposição, podendo as enzimas apresentarem uma resposta logo após a intoxicação, com posterior alteração ao longo do tempo. Isso permitira traçar o perfil de exposição ao produto ao longo do tempo, em função dos modos de exposição avaliados e das doses empregadas. Finalmente, as enzimas AChE e CaEs obtidas de abelhas isentas de contaminação, serão avaliadas mensalmente durante um ano para determinação da variação sazonal, permitindo a criação de padrões de atividade enzimática que auxiliarão nos estudos usando A. mellifera como bioindicadora da qualidade ambiental. (AU)

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