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Influência do inseticida piriproxifeno sobre a diferenciação e desenvolvimento da musculatura do voo das operárias de Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae)

Processo: 09/05342-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Osmar Malaspina
Beneficiário:Fernanda Corrêa Fernandez
Instituição-sede: Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/57122-7 - Procura de compostos líderes para o desenvolvimento racional de novos fármacos e pesticidas a partir bioprospecção da fauna de artrópodes brasileiros, AP.BTA.TEM

Resumo

Devido à grande diversidade botânica encontrada no Brasil e à adaptação da abelha Apis mellifera, a apicultura tornou-se uma importante atividade. No entanto, somente a partir da segunda metade do século vinte que o setor sofreu impulso, com o advento da africanização pela hibridização das subespécies europeias com a africana. Nos últimos anos, o uso indiscriminado de pesticidas em regiões agrícolas e urbanas intensificou-se e as abelhas, embora não seja o alvo destes produtos químicos tóxicos, são altamente vulneráveis à contaminação por forragear nas áreas contaminadas. Por isso, elas são constantemente vítimas do uso de inseticidas para combater insetos-praga nas plantações presentes nas áreas onde forrageiam. O uso indiscriminado e irracional de agrotóxicos está submetendo os polinizadores a situações de estresse severo, que pode gerar prejuízos econômicos, fato evidenciado pela constante queda da densidade de abelhas nos arredores dos campos agrícolas em várias partes do mundo. Recentemente, cientistas identificaram um fenômeno denominado "colony collapse disorder" (CCD) nos Estados Unidos, aonde apicultores chegaram a perder 90% de suas colmeias. As causas desta alta mortalidade ainda não estão bem esclarecidas. Sabe-se apenas que, em muitos casos as operárias campeiras, encarregadas de coletar o néctar e o pólen, pela perda da capacidade de voo ou por desorientação, não conseguem retornar às colmeias. Tendo em vista que o inseticida piriproxifeno é um análogo do hormônio juvenil (HJ) e a musculatura do voo, uma estrutura que não se encontra na larva, o presente trabalho pretende investigar o efeito do inseticida sobre a diferenciação e desenvolvimento dessa musculatura em operárias de Apis mellifera tratadas com dietas contendo o pesticida. O hormônio juvenil atua durante a fase larval como um hormônio de crescimento, conservando o inseto nessa fase, impedindo a pupação e consequente entrada na fase adulta. Nas mudas larvais o título do hormônio decresce enquanto o de ecdisona se eleva. Nas intermudas o título do HJ torna a elevar-se. Quando o estágio larval termina e irá ocorrer a muda larva-pupa a taxa de HJ vai praticamente a zero e a de ecdisona se eleva e assim permanece. Vários estudos relatam efeitos diversos, da exposição de larvas de operárias de abelhas ao HJ no 5º estágio (último) larval, fase crucial para o desenvolvimento das características de vários órgãos do adulto, mas a musculatura do voo ainda não foi objeto desse tipo de estudo. Diante dessas considerações, este trabalho visa analisar, através da Microscopia de Luz (ML), Microscopia Eletrônica de Transmissão (M.E.T.) e também morfometria, a ação toxicológica do piriproxifeno, sobre a formação de desenvolvimento da musculatura do voo em operárias de Apis mellifera. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERNANDEZ, FERNANDA CORREA; DA CRUZ-LANDIM, CARMINDA; MALASPINA, OSMAR. Influence of the insecticide pyriproxyfen on the flight muscle differentiation of Apis mellifera (Hymenoptera, Apidae). MICROSCOPY RESEARCH AND TECHNIQUE, v. 75, n. 6, p. 844-848, JUN 2012. Citações Web of Science: 3.

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