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Papel do sulfeto de hidrogênio na falência da migração de neutrófilos para o foco infeccioso durante a sepse grave

Processo: 07/50070-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2007
Vigência (Término): 31 de outubro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:Maria Inês de Lima Orrico
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Sepse   Sulfeto de hidrogênio

Resumo

A falência da migração de neutrófilos para o foco infeccioso que ocorre durante a sepse grave está diretamente correlacionada com a mortalidade. Evidências sugerem que citocinas circulantes promovem essa falência de migração pelo aumento da produção sistêmica de óxido nítrico (NO) e monóxido de carbono (CO), substâncias que inibem a expressão de moléculas de adesão nas células endoteliais, reduzindo assim, o rolamento e a adesão dos leucócitos a estas células. Recentemente surgiu o interesse em estudar o sulfeto de hidrogênio (H2S) em processos inflamatórios. H2S é um gás sintetizado principalmente pela ação das enzimas cistationina-Y-liase (CSE) e cistationina-β-síntase (CBS) e apresenta potente atividade vasodilatadora. Estudos demonstram que animais submetidos a sepse e choque endotoxêmico, assim como pacientes com choque séptico, apresentam elevação nas concentrações de H2S em diferentes leitos arteriais. Nesse sentido, o tratamento de camundongos sépticos com PAG (DL-propargylglycine, um inibidor da CSE) reduz a concentração plasmática e hepática de H2S, melhorando a sobrevida dos animais. Recentemente demonstramos que o pré-tratamento com PAG reduz o rolamento, adesão e migração dos neutrófilos para a cavidade peritoneal, entretanto o pré-tratamento com um doador de H2S potencializa esses parâmetros. Com base nessas evidências, o presente projeto tem como objetivo inicial investigar o papel da via sulfeto de hidrogênio na falência da migração de neutrófilos e no desenvolvimento da resposta inflamatória sistêmica, bem como sua participação na sobrevivência de camundongos durante a sepse. (AU)