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Papel dos mastócitos na diabetes experimental e no aumento de suscetibilidade ao desenvolvimento da sepse

Processo: 08/50598-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2008
Vigência (Término): 31 de março de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Fernando de Queiroz Cunha
Beneficiário:Daniela Carlos Sartori
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/51247-5 - Mediadores envolvidos na gênese da dor e migração de leucócitos e na sepse, AP.TEM
Assunto(s):Diabetes mellitus   Sepse   Mastócitos   Transferência adotiva   Modelos animais de doenças

Resumo

A sepse caracteriza-se por uma resposta inflamatória sistêmica que resulta da inabilidade do sistema imunológico em controlar o crescimento bacteriano local durante uma infecção. Esta disfunção imune decorrente da sepse grave pode levar a morte rápida ou evoluir para um quadro de imunossupressão. Vários estudos demonstraram aumento da suscetibilidade às infecções em modelos murinos e em humanos que desenvolveram diabetes auto-imune. Mastócitos são caracterizados como células que armazenam constitutivamente uma ampla variedade de mediadores pré-formados, assim como são capazes de produzir mediadores neo-sintetizados anti e pró-inflamatórios após sua ativação. Sob algumas condições inflamatórias, mastócitos parecem atuar como ativadores dos mecanismos efetores da imunidade adaptativa, enquanto que em outras circunstâncias desempenham funções imunossupressoras garantindo a manutenção da tolerância imunológica. A recente identificação de mastócitos em linfonodos pancreáticos de ratos que desenvolvem espontaneamente diabetes e a caracterização do perfil de expressão gênica revelou que esta população celular está presente em número aumentado e apresenta um estado de ativação diferencial. Apesar destas evidências, até o momento nenhum estudo investigou o papel de mastócitos na evolução de diabetes murina. Para testar esta hipótese, avaliaremos o impacto da transferência adotiva de mastócitos em camundongos NOD que desenvolvem espontaneamente diabetes. Partindo do pressuposto de que animais diabéticos são mais susceptíveis às infecções, também iremos investigar se camundongos que manifestaram diabetes induzida com streptozotocina (STZ) apresentam maior propensão ao desenvolvimento da sepse, verificando também a participação de mastócitos neste fenônemo. Para isso, utilizaremos camundongos deficientes de mastócitos (W/Wv) inoculados com STZ e submetidos ao modelo de sepse letal. Enfim, se for observado à contribuição de mastócitos em induzir uma maior suscetibilidade à sepse durante a diabetes, pretendemos avaliar se este mecanismo é mediado pelo aumento da geração de células T reguladoras ou redução de células Th17. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CARLOS, DANIELA; YAOCHITE, JULIANA N. U.; ROCHA, FERNANDA A.; TOSO, VANINA D.; MALMEGRIM, KELEN C. R.; RAMOS, SIMONE G.; JAMUR, MARIA C.; OLIVER, CONSTANCE; CAMARA, NIELS O.; ANDRADE, MARCUS V. M.; CUNHA, FERNANDO Q.; SILVA, JOAO S. Mast cells control insulitis and increase Treg cells to confer protection against STZ-induced type 1 diabetes in mice. European Journal of Immunology, v. 45, n. 10, p. 2873-2885, OCT 2015. Citações Web of Science: 13.

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