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Ajustamento social em pacientes com transtorno obsessivo compulsivo

Processo: 08/57780-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Roseli Gedanke Shavitt
Beneficiário:Ana Carolina Ferreira Rosa
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ajustamento social

Resumo

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma condição crônica, com prevalência de 0,7 a 2,1% ao longo da vida e responsável por grande parte do custo social e econômico decorrente dos transtornos psiquiátricos. Os tratamentos atuais de primeira linha para o TOC costumam ajudar cerca de 60% dos pacientes. Diversos estudos associam um mau prognóstico ao conteúdo dos sintomas, à gravidade da doença e à presença de co-morbidades psiquiátricas. Poucos estudos abordam a acomodação familiar, situação sócio-econômica e ocupacional como fatores relevantes para o prognóstico do TOC. Não obstante, os achados destes estudos demonstram que ó possível inferir que o funcionamento social e familiar de pacientes com TOC podem ser importantes para a falta de resposta ao tratamento. Este estudo pretende identificar fatores psicossociais associados ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), por meio da escala de ajustamento social (EAS), e verificar suas relações com variáveis clínicas como qualidade de vida, gravidade, tipo de sintomas, comorbidades, idade de início e duração da doença. Este é um estudo de corte transversal, com 630 pacientes com diagnóstico principal de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), incluídos no banco de dados do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (C-TOC). Todos os participantes foram avaliados por entrevistas semi-estruturadas aplicadas por entrevistador e escalas de auto-preenchimento. Foram formuladas as seguintes hipóteses: quanto maior a gravidade do TOC, maior será o déficit de ajustamento social; a dimensão de sintomas de colecionamento irá se associar a um pior grau de ajustamento social; os pacientes que apresentarem co-morbidades terão pior repertório social; quanto menor a idade de início e maior a duração da doença, pior será o nível de ajustamento social; haverá uma correlação positiva entre os escores da escala de qualidade de vida (SF-36) com a escala de ajustamento social (EAS). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ROSA, ANA CAROLINA; DINIZ, JULIANA BELO; FOSSALUZA, VICTOR; TORRES, ALBINA RODRIGUES; FONTENELLE, LEONARDO FRANKLIN; DE MATHIS, ALICE SIMOES; ROSARIO, MARIA DA CONCEICAO; MIGUEL, EURIPEDES CONSTANTINO; SHAVITT, ROSELI GEDANKE. Clinical correlates of social adjustment in patients with obsessive-compulsive disorder. JOURNAL OF PSYCHIATRIC RESEARCH, v. 46, n. 10, p. 1286-1292, OCT 2012. Citações Web of Science: 24.

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