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Efeitos da cafeína associada à irradiação (raios-gama) sobre as respostas celulares de linhagens de glioblastoma.

Processo: 08/00483-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2008
Vigência (Término): 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Elza Tiemi Sakamoto Hojo
Beneficiário:Gustavo Nóriz Berardinelli
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Radiação ionizante   Cafeína   Glioblastoma

Resumo

Glioblastomas são os tumores cerebrais humanos mais freqüentes e de elevada agressividade. É provável que se desenvolvam como resultado de um acúmulo de alterações genéticas específicas que promovem a proliferação e transformação maligna dos astrócitos. Os oncogenes (EGFR, PDGF) e genes supressores de tumor (p16INK4a, p14ARF, PTEN, RB1, e TP53) estão envolvidos na evolução dos glioblastomas, além de outras alterações genéticas. A mutação no gene TP53 ocorre em aproximadamente 40% dos pacientes e está entre os primeiros e mais freqüentes eventos no desenvolvimento do câncer. As radiações ionizantes (RI) são agentes físicos eficazes no controle do crescimento tumoral. Atuam sobre a molécula de DNA gerando lesões que são detectadas e processadas por uma ampla rede de sinalização celular, possibilitando às células o reparo dos danos gerados ou a sinalização para morte celular. A cafeína é um agente cujo principal efeito observado em células tratadas é a redução do tempo de bloqueio ou retardo na fase G2 do ciclo celular (checkpoint G2/M). Também é conhecida como um importante inibidor de duas proteínas chaves (ATM e ATR) da regulação dos checkpoints e tem mostrado um efeito sensibilizador em células irradiadas. Assim, a capacidade radiossensibilizadora da cafeína pode ser utilizada como estratégia para o tratamento dos pacientes portadores de glioblastoma, visando uma melhor resposta à radioterapia. Objetiva-se assim estudar as respostas celulares de duas linhagens de glioblastoma, selvagem e mutante para o gene TP53, em resposta à irradiação com raios-gama, doses de 2 a 8 Gy, isoladamente ou em combinação com cafeína 1 e 10 mM, visando testar a provável influencia do status do gene TP53 sobre as respostas celulares, bem como verificar se a cafeína é capaz de sensibilizar as células e incrementar os efeitos da irradiação. Serão realizados vários ensaios para a avaliação de citotoxicidade, sobrevivência celular, indução de apoptose e análise de danos no DNA (ensaio do cometa), além de expressão gênica (genes ATM e TP53), visando verificar o efeito da cafeína associada à radiação ionizante em linhagens de glioblastoma diferindo quanto ao status do gene TP53.