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Sistema lipossomal para liberação sustentada de articaína

Processo: 09/01268-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Eneida de Paula
Beneficiário:Thais Franco de Souza
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/00121-9 - Novas formulações de anestésicos locais de liberação controlada: do desenvolvimento ao teste clínico odontológico, AP.TEM
Assunto(s):Anestésicos locais   Lipossomos   Membranas artificiais

Resumo

A Articaína (ATC), éster metílico do 4-metil 3-(2-[propilamino]propilamido)ácido 2-tiofenocarboxílico, é um anestésico local da família dos amino-amidas. A ATC é bastante utilizada em odontologia, pois proporciona uma anestesia profunda em tecidos moles e duros, com início de ação rápido e curta duração; na clínica médica há relatos do uso da ATC em técnicas regionais, como cirurgias de mãos e pés e cirurgias urológicas. Diferentemente dos outros anestésicos locais disponíveis no mercado, a molécula de ATC possui um grupo tiofênico que aumenta sua lipossolubilidade e habilidade de penetrar a bainha de mielina. (Malamed et al, Ped. Dent. 22:307,2000). Uma ligação éster a torna susceptível à hidrólise por esterases plasmáticas (Vree et al, J.Chromatogr. 424:440,1988; Grossmann et al, J. Clin. Pharmacol. 44:1282, 2004), dando origem ao ácido articaínico. Pretendemos neste projeto preparar e caracterizar um sistema de liberação sustentada para a Articaína, em lipossomas constituídos de fosfatidilcolina de ovo e colesterol, com o objetivo de obter uma nova forma farmacêutica para este anestésico, que aumente a biodisponibilidade do sal anestésico, buscando melhorar o efeito terapêutico do mesmo, seja pela diminuição da concentração clínica (4%), seja pela proteção à hidrólise plasmática. Ao final da primeira etapa do projeto comprovou-se que a Articaína interage com lipossomas de maneira peculiar: a interação é de baixa afinidade, sendo difícil quantificar a constante de ligação. No entanto evidências de liberação sustentada (diálise) e citotoxicidade (em células 3T3 em cultura) evidenciam a interação e medidas de fluorescência com marcadores de membrana indicaram que será possível quantificar a constante de ligação. Desta forma, o objetivo da segunda etapa do projeto é aprofundar a análise inicial das formulações lipossomais de Articaína, caracterizando-as por diferentes metodologias (fluorescência, ensaios com vesículas gigantes) além de estudar a estabilidade da formulação, em função do tempo. (AU)