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Estudo da participação de domínios ricos em colesterol de membrana de células cultivadas in vitro no processo de invasão por uma amostra de Escherichia coli enteropatogênica (aEPEC) atípica

Processo: 10/08416-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral
Beneficiário:Fabiano Teodoro Romão
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bacteriologia   Invasão   Virulência

Resumo

Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) é subdividida em EPEC típica (tEPEC) e EPEC atípica (aEPEC) de acordo com a presença do plasmídeo EAF (EPEC adherence factor) nas tEPEC e sua ausência nas aEPEC. Embora as tEPECs tenham constituído o principal agente de diarréia infantil em nosso meio, sua freqüência vem diminuindo enquanto as aEPECs têm sido identificadas como agentes de diarréia em várias regiões geográficas e diferentes faixas etárias. tEPEC e aEPEC compartilham a capacidade de produzir lesão "attaching-effacing" (A/E) em enterócitos, a qual depende da expressão de diversos genes contidos no "locus of enterocyte effacement", que codifica a formação de um sistema de secreção tipo três (SST3), uma proteína de membrana externa adesiva (Intimina) e seu receptor translocado Tir, além de várias proteínas efetoras. Entretanto, tEPEC e aEPEC diferem em vários aspectos, sendo que novos mecanismos de virulência têm sido encontrados entre amostras de aEPEC. Recentemente, verificamos que amostras de aEPEC portadoras de diferentes subtipos de intimina, invadiram células HeLa e células intestinais T84 em freqüências significantemente maiores que a de uma amostra de tEPEC protótipo. Em relação à tEPEC, embora este patotipo demonstre invasão de células eucarióticas muito limitada in vitro, tem sido demonstrado que a aderência íntima depende de lipid rafts. Não há informações sobre a interação de amostras de aEPEC e domínios ricos em colesterol em células intestinais e se esta interação poderia direcionar a internalização bacteriana. Neste projeto, pretendemos estudar as etapas iniciais da invasão de uma amostra selecionada de aEPEC (1551-2), em particular no que se refere à interação bacteriana com estruturas ricas em colesterol na membrana da célula hospedeira.