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Estudo das cicloxigenases nas doenças pulmonares fibrosantes e seu impacto na sobrevida

Processo: 10/08549-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 30 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vera Luiza Capelozzi
Beneficiário:Flávia Lin
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/53022-3 - Sinalizadores de lesão nas pneumonias intersticiais fibrosantes: impacto funcional e prognóstico, AP.JP
Assunto(s):Fibrose pulmonar idiopática   Pneumopatias   Escleroderma sistêmico   Morfometria   Fibrose pulmonar

Resumo

A lesão das células epiteliais alveolares é um evento freqüente observado nas doenças fibróticas pulmonares sendo até agora um acontecimento pouco compreendido. A regeneração epitelial da parede alveolar é um evento crítico na restauração da integridade do parênquima alveolar e a falha na regeneração adequada pode levar a formação de uma cicatriz fibrótica irreversível e a perda da função pulmonar. A redução da capacidade de proliferação de pneumócitos tipo II e a impossibilidade destas células de diferenciar-se em pneumócitos tipo I são observadas nos processos de fibrose pulmonar principalmente nos casos de fibrose pulmonar idiopática.Alguns estudos sugerem que os pneumócitos tipo II em regiões lesadas podem dividir-se em duas subpopulações distintas de acordo com a expressão de E-caderina. Aqueles com níveis baixos desta proteína, com maior resistência à injúria, com maior poder proliferativo e com maior quantidade de telomerase e outras com características contrárias a estas. As primeiras são supostamente a subpopulação de pneumócitos tipo II encarregados da regeneração do epitélio lesado e viriam a constituir células com características fisiopatológicas importantes nas doenças fibrosantes, nas quais estas células estariam caracteristicamente aumentadas e com alterações fenotípicas importantes.Alterações nestas células, por conseguinte, podem comprometer a reepitelização alveolar e podem dar lugar ao processo de fibrose. Por outro lado o epitélio alveolar injuriado não apenas promove sinais ativadores para células mesenquimais, como também deixa de exercer sua função supressora sobre a multiplicação de fibroblastos, via produção de prostaglandinas E2 (PGE2) derivados da ciclooxigenase, COX-1 e COX-2, importante na produção dessa prostaglandina. Portanto níveis reduzidos de PGE2 por injúria epitelial podem aumentar a proliferação, migração, contratibilidade e diferenciação dos fibroblastos para miofibroblastos e aumentar o processo fibrótico, mas a verdadeira participação destes processos ainda não é bem compreendida.É de extrema importância determinar a verdadeira implicação destes fatores nos processos de fibrose pulmonar.