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O grito poetico de luiz gama: a satira como instrumento de denuncia e tranformacao social.

Processo: 07/51348-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2007
Vigência (Término): 30 de junho de 2008
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Edilene Dias Matos
Beneficiário:Adriano Rodrigues dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Comunicação e Filosofia. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia   Barroco

Resumo

Este projeto tem como objetivo se debruçar sobre a figura do poeta, jornalista e advogado Luiz Gama (Bahia, 1830 - São Paulo, 1882), único Intelectual negro brasileiro a ter passado pela experiência da escravidão. A história de Luiz da Gama está intimamente ligada à vida intelectual, política e literária de São Paulo. Líder das campanhas abolicionistas e republicana. Luiz Gama deixou uma contribuição fundamental, embora pouco reconhecida, para as letras do Brasil. Trata-se da primeira voz negra da literatura brasileira, autor de uma única obra - Primeiras Trovas Burlescas (1859,1861), coletanea de poemas satíricos de natureza social e política. Esta obra, também única no gênero, tem sido considerada por alguns críticos recentes como uma obra fundamental no panorama literário do século XIX, para se compreender as mazelas sociais, políticas e raciais do Brasil imperial. Opondo-se aos demais escritores, Luiz Gama se estabelecia como uma outra voz no romantismo brasileiro: a voz do negro autor, até então, inexistente em nossa história literária. Notabilizando-se por meio da sátira, Luiz Gama construiu um discurso deflagrado num forte e pungente grito poético, uma crítica ferina, direcionada para pôr em xeque as mazelas de uma sociedade escravocrata. Nesse sentido, o projeto apontará ainda um fecundo dialógo com a poesia denunciatória e satírica do seiscentista poeta Gregório de Matos e Guerra, figura ímpar do barroco brasileiro e também o primeiro poeta, na história da nossa literatura, a utilizar a sátira como instrumento de denúncia, com os olhos fixos e voltados para a transformação social. (AU)