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Sociedade de consumo na pos-modernidade e a crise na educacao.

Processo: 09/53505-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação
Pesquisador responsável:José Sergio Fonseca de Carvalho
Beneficiário:Anyele Giacomelli Lamas
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sociedade de consumo

Resumo

Em texto escrito ao final da década de cinqüenta, Hannah Arendt afirma que a tarefa da educação é o estabelecimento de uma relação de pertencimento entre o mundo e as novas gerações. De modo que se faz notório pensar na forma como temos consumido os artefatos humanos do mundo, uma vez que isso agrava a crise da tradição e nos torna inaptos a preservá-lo. Aqui enfatizamos as obras de arte como principais representantes dos artefatos humanos pertencentes ao mundo, por terem certa duração ao longo do tempo e serem os únicos objetos sem qualquer funcionalidade, de acordo com a autora. Se pensarmos, nesse sentido, nas implicações que os problemas vinculados à produção cultural no seio de uma sociedade de massas (de consumidores) têm no âmbito educacional, temos aqui a preocupação central deste trabalho diante do fato de que, segundo Hannah Arendt (1972), a educação não pode abrir mão da autoridade nem da tradição. Uma vez que a autoridade é a responsabilidade que se assume pelo mundo comum dos homens, já que o educador é, em relação ao jovem, o representante deste mundo. Além de estar em sua alçada servir às crianças como um mediador entre o velho e o novo, cabendo à educação voltar-se inevitavelmente ao passado (ARENDT, 1972). Este projeto tem como proposta refletir acerca de alguns impactos da cultura da chamada "pós-modernidade" na educação. Uma vez que, segundo Fredric Jameson (1985), o sistema social contemporâneo como um todo demonstra que começou a perder sua capacidade de preservação ante o passado, vivendo num presente perpétuo, que apaga as tradições que as formações sociais anteriores conseguiram preservar, contribuindo para nossa amnésia histórica (JAMESON, 1985). De modo que acaba, em certo sentido, destruindo o mundo comum dos homens, sem o qual a cultura e a educação não se fazem possíveis. (AU)

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