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Caracterização da infecção por Hantavirus Araraquara em roedor-reservatório (Necromys lasiurus) e em Roedor-Modelo da doença humana Mesocricetus auratus)

Processo: 09/17518-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luiz Tadeu Moraes Figueiredo
Beneficiário:Alex Martins Machado
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Mesocricetus auratus   Virologia

Resumo

A famíla Bunyaviridae possui 5 gêneros, dentre os quais destaca-se o gênero Hantavirus. Os vírus do gênero Hantavirus são esféricos, envelopados, com diâmetro de 73 a 150 nm e projeções glicoproteicas em superfície (Gn e Gc). No interior do envelope encontra-se RNA de polaridade negativa trissegmentado e uma RNA polimerase dependente de RNA, (L) necessária para as fases iniciais de replicação. O RNA viral é envolto por uma nucleoproteína (N). Os Hantavirus existem na natureza como zoonoses de roedores silvestres que os transmitem ao homem através de excretas contaminadas que são inaladas como poeiras ou pelo contato íntimo com roedores infectados. Os Hantavirus possuem íntima associação com seus roedores-reservatório sendo, comumente, espécie-específicos. Estes vírus são causa de 2 doenças humanas: a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR) que ocorre nos países da Ásia e Europa e a Síndrome Pulmonar e Cardiovascular por Hantavírus (SPCVH) que ocorre nas Américas. Os sinais e sintomas iniciais da SPCVH são comuns a outras patologias, sendo estes: febre, mialgia, náuseas, diarréia, dor abdominal, sudorese e vertigem. Numa fase posterior da infecção, surge a fase pulmonar, que caracteriza-se pelo aparecimento de insuficiência respiratória por extravasamento capilar no leito vascular pulmonar. Recentemente, foi isolado pela primeira vez no Brasil, o agente etiológico da SPCVH da região de Ribeirão Preto, o vírus Araraquara (ARAV). ARAV possui como reservatório o roedor silvestre Necromys lasiurus. Estudos recentes divulgaram um modelo-animal de SPCVH em hamster sírio dourado para estudo da SPCVH. Assim, objetivamos com este trabalho estudar a cinética de infecção viral por ARAV, em roedor-reservatório Mesocricetus auratus e roedor-reservatório Necromys lasiurus visando a compreender aspectos da patogênese da evolução da SPCVH. Para tanto, pretende-se, primeiramente,validar o modelo animal frente ao ARAV, determinando a melhor dose e via de infecção nestes animais. Em seguida buscar-se-á determinar padrões: fisiológicos, histopatológicos, bioquímicos, imunológicos e hematológicos nas duas espécies de roedores infectados. Além disto, estudos de transmissibilidade entre roedores-reservatório que, também, serão realizados, poderão elucidar mecanismos de contágio e manutenção destes Hantavírus na natureza.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
WILLIAM MARCIEL DE SOUZA; ALEX MARTINS MACHADO; LUIZ TADEU MORAES FIGUEIREDO. Experimental infection of Rio Mamore hantavirus in Sigmodontinae rodents. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v. 111, n. 6, p. 399-402, Jun. 2016. Citações Web of Science: 1.

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