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Expressão de receptores B1 e B2 de cininas na aorta abdominal de camundongos: um estudo comparativo entre animais normais e transgênicos

Processo: 06/01995-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Suma Imura Shimuta
Beneficiário:Eliete da Silva Rodrigues
Instituição-sede: Departamento de Biofísica. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Aorta abdominal   Citocinas   Receptor B1 da bradicinina   Receptor B2 da bradicinina   Modelos animais   Estudo comparativo

Resumo

Cininas são peptídeos pró-inflamatórios que agem como hormônios locais e ativam a liberação de fator relaxante derivado do endotélio e prostaglandinas, aumentam a permeabilidade vascular, induzem contração ou relaxamento de músculos lisos, e provocam dor. A maioria desses efeitos é mediada pelo receptor B2, que pertence à família de receptores peptídicos acoplados a proteína G (para revisão, Leeb-Lundberg e cols., 2005). O segundo tipo de receptor de cininas, o receptor B1, geralmente está ausente ou pouco expresso, em níveis muito baixos em tecidos normais, mas pode ser induzido por injúrias patológicas durante as quais ele medeia respostas cardiovasculares e nociceptivas (Marceau e cols., 1998). De fato Pesquero e cols. (2000) demonstraram que a hipotensão induzida por endotoxina e acúmulo de leucócitos polimorofonucleares em tecidos com inflamação, foram drasticamente atenuados em camundongos com falta do gene para o receptor B1. Camundongos têm sido freqüentemente utilizados para a produção de animais geneticamente alterados, tal como a eliminação de um receptor e verificar a conseqüência desse procedimento. É comum investigar se a deleção de um gene de um receptor pode interferir na expressão e função do sistema de receptores relacionado. Com relação aos receptores B1 e B2 de cininas no camundongo, estudos sistemáticos tem sido efetuados em tecidos não-vasculares, como o estômago e bexiga urinária (Nsa Allogho e cols., 1995) e na traquéia (Li e cols., 1998) isolados de camundongos. Foi verificado que o estômago e a traquéia co-expressam os receptores B1 e B2, enquanto a bexiga urinária possui apenas o receptor B1. Entretanto nenhum estudo foi efetuado quanto à reatividade vascular (aorta) de camundongos em resposta contrátil e relaxante a agonista bradicinina (BK). Desde que nós dispomos de camundongos nocaute para ambos os tipos de receptores de cininas, é nosso propósito comparar a expressão de cada um dos receptores B1 e B2, através da técnica de PCR em Tempo Real. Esse estudo nos possibilitará determinar se os receptores são co-expressos na aorta de camundongo, e se ocorre super-expressão do receptor B1 na ausência do receptor B2 e vice-versa. Os resultados serão expressos como a razão entre a expressão de receptores no animal normal e nos animais transgênicos. A razão será expressa em níveis de mRNA do receptor B1 e do B2, utilizando como referência o nível de mRNA para a β-actina.

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