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Diagnóstico e tipagem molecular de febre amarela, dengue e outras arboviroses

Processo: 06/00179-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2006
Vigência (Término): 30 de junho de 2007
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Maurício Lacerda Nogueira
Beneficiário:Izabela Lídia Soares Cardeal
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Febre amarela   Dengue   Arbovirus   Virologia   Técnicas e procedimentos diagnósticos   Técnicas e procedimentos de laboratório

Resumo

A Febre Amarela é uma doença infecciosa que se mantém endêmica ou enzoótica nas florestas tropicais da América causando periodicamente surtos isolados ou epidemias de importante impacto para a saúde pública. Esta enfermidade é causada pelo vírus da Febre Amarela (YF-Yellow Fever Virus), um arbovírus transmitido a vertebrados pela picada de artrópodes. O YF é o protótipo do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, a qual inclui outros importantes arbovírus causadores de doença humana como o Dengue e o Rocio. A infecção pelo YF pode ser assintomática, causar doença febril aguda branda ou moderada e casos graves de febre hemorrágica cursando com falência hepática, insuficiência renal e morte (Fonseca e Figueiredo, 1996). O diagnóstico laboratorial destas infecções é realizado pelo isolamento em culturas celulares ou em camundongos recém-nascidos, seguidos de identificação pelos testes de Neutralização, Inibição da Hemaglutinação ou Imunofluorescência. Em relação às técnicas moleculares de detecção e identificação viral, os métodos baseados em RT-PCR significaram um avanço no diagnóstico das arboviroses, sobretudo do Dengue e da Febre Amarela, fornecendo respostas rápidas e precisas, além de permitir o seqüenciamento nucleotídico dos produtos amplificados que visam à identificação viral, estudos filogenéticos e de genotipagem, permitindo um adequado monitoramento destas viroses. Diante da grande importância que a Febre Amarela representa para a saúde pública no Brasil, faz-se necessário um sistema de vigilância epidemiológica eficiente nos municípios e estados capaz de monitorar a atividade do YFV com o intuito de conter a disseminação e diminuir o impacto sócio-econômico gerado pela doença. Apesar do diagnóstico dos casos graves não envolverem uma grande dificuldade, acredita-se que casos de hepatopatias agudas cuja etiologia não é identificada possam ser causados por YF, especialmente em regiões de ciclo silvestre. Desta forma o objetivo deste projeto é: Desenvolver e implementar um sistema de vigilância laboratorial para YF, Dengue e outras arboviroses em pacientes com hepatopatias agudas de etiologia não determinada. Sendo os objetivos específicos: 1 - Implantação do sistema de diagnóstico molecular de arboviroses com ênfase em flavivírus. 2 - Implantação do sistema de diagnóstico clássico (isolamento viral).3 - Estudo do papel de YF, dengue e outras arboviroses como agentes causadores de hepatopatias agudas não classificadas como hepatites virais clássicas em duas regiões com diferentes características epidêmicas para YF, São José de Rio Preto (área de transição) e Cuiabá (MT, área endêmica de YF). 4 - Seqüenciamento do gene NS5 em amostras positivas provenientes das amostras acima. Amostras clínicas serão obtidas de pacientes atendidos e/ou internados no Hospital de Base de São José do Rio Preto e no Hospital das Clínicas da UFMT, sem distinção de sexo ou idade, que apresentarem: a) icterícia febril aguda com ou sem manifestações hemorrágicas; b) hepatite aguda sem etiologia definida; c) quadro infeccioso de início abrupto, sem sinais de localização, com ou sem sintomas digestivos, tais como: náuseas, vômitos, diarréias, dor abdominal alta e hepatomegalia sem icterícia. O isolamento viral será realizado pela inoculação da amostra clínica por via intracerebral em camundongos recém-nascidos ou em culturas celulares. A realização dos testes moleculares será baseada na metodologia descrita por Bronzoni e colaboradores (2004), na qual a detecção do YF é feita em uma primeira RT-PCR utilizando primers gênero-específicos seguida de uma segunda Nested-PCR, em sistema de multiplex, utilizando primers específicos para os vírus da Febre Amarela e os vírus do Dengue (tipos 1-4). Os dados clínicos e epidemiológicos serão armazenados no software EpiInfo e serão depois cruzados com os dados do isolamento e tipagem viral. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MONDINI, ADRIANO; BRONZONI, ROBERTA VIEIRA DE MORAIS; CARDEAL, IZABELA LÍDIA SOARES; SANTOS, THAYZA MARIA ISABEL LOPES DOS; LÁZARO, EDUARDO; NUNES, SILVIA HELENA PEREIRA; SILVA, GISLAINE CELESTINO DUTRA; MADRID, MARIA CAROLINA FERRARI SARKIS; RAHAL, PAULA; FIGUEIREDO, LUIZ TADEU; ET AL. Simultaneous infection by DENY 3 and SLEV in Brazil. Journal of Clinical Virology, v. 40, n. 1, p. 84-86, Sept. 2007.
MONDINI‚ A.; CARDEAL‚ I.L.S.; LÁZARO‚ E.; NUNES‚ S.H.; MOREIRA‚ C.C.; RAHAL‚ P.; MAIA‚ I.L.; FRANCO‚ C.; GÓNGORA‚ D.V.N.; GÓNGORA-RUBIO‚ F.; OTHERS. Saint Louis encephalitis virus‚ Brazil. Emerging Infectious Diseases, v. 13, n. 1, p. 176, 2007.

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