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Papel dos domínios não catalíticos do HF3, uma metaloproteinase hemorrágica da classe P-III do veneno da Bothrops Jararaca: análise proteômica de seus efeitos na derme de camundongo

Processo: 07/59035-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 04 de fevereiro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Adriana Franco Paes Leme
Beneficiário:Leticia Oyamada Sizukusa
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Expressão de proteínas   Metaloproteinases   Proteoma

Resumo

A complexidade e a variedade de alvos com os quais as metaloproteinases de venenos de serpentes (Snake Venom Metallo Proteinases, SVMPs) interagem fazem delas importantes candidatas para o delineamento de drogas e ferramentas biológicas. Essas metaloproteinases são proteínas de estrutura modular que contêm domínios regulatórios adicionais envolvidos em seus mecanismos de interação com a matriz extracelular e com integrinas. O HF3 é uma metaloproteinase hemorrágica da serpente Bothrops jararaca, que possui os domínios não catalíticos tipo-disintegrina (D) e rico em cisteínas (C). Estudando sua participação no processo inflamatório, foi mostrada a ativação da fagocitose mediada pela integrina alfaMbeta2 pelo HF3 e pela proteína recombinante DC/HF3 (composta pelos domínios tipo-disintegrina e rico em cisteínas). Interessantemente, as metaloproteinases de venenos da classe P-III, as quais possuem os domínios metaloproteinase, D e C, são tipicamente mais potentes na produção de hemorragia que aquelas da classe P-I, possuem somente o domínio metaloproteinase, o que sugere um papel para os domínios tipo-disintegrina e rico em cisteínas nas atividades biológicas das enzimas da classe P-III. Vários estudos utilizaram diversas técnicas para buscar os alvos celulares e de matriz extracelular para as SVMPs in vitro, mas recentemente nosso foco está na busca de alvos de SVMPs utilizando-se experimentos em organismos vivos. Um estudo recente de nosso laboratório mostrou In vivo os efeitos diretos e/ou indiretos do HF3 nativo em proteínas do citoesqueleto e de matriz extracelular na derme de camundongos. Assim, considerando-se que os domínios não catalíticos podem ter um papel nos efeitos provocados peto HF3 em proteínas da derme e também pela similaridade estrutural entre SVMPs e ADAMs (A Disintegrin And Metalloproteinase), é importante as relações entre estrutura e função dos domínios não catalíticos das SVMPs. Neste projeto pretendemos utilizar diversas metodologias de biologia molecular e de proteômica para analisar o efeito in vivo dos domínios não catalíticos do HF3. (AU)