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O patrono do Brasil: tradições populares e identidade nacional nas crônicas de Coelho Netto (1918-1927)

Processo: 00/14317-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2001
Vigência (Término): 31 de maio de 2002
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Francisco Foot Hardman
Beneficiário:Leonardo Affonso de Miranda Pereira
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Crônica literária   Cronistas   Tradição   Identidade nacional

Resumo

Henrique Maximiano Coelho Netto (1861-1934) é, para a história da literatura brasileira, um escritor singular. Prestigiado e reconhecido em vida, teve sua obra eclipsada nas décadas seguintes nos cânones da crítica literária - que muitas vezes viu nela a marca de uma literatura ornamental e vazia. A produção cronística de Coelho Netto, em especial nas primeiras décadas da república, mostra, porém um quadro muito diverso daquele legado por seus romances e livros de contos. Se nesses o escritor reafirmava frequentemente a inspiração imaginosa e estéril que alimentava as críticas a seu trabalho, nos artigos publicados diariamente na imprensa ele mostrava-se um observador atento da sociedade do período. Com uma produção que vai da década de 80 do século XIX, quando vivia-se a crise da ideologia de domínio senhorial, até os primeiros anos do governo de Getúlio Vargas, momento de consolidação da imagem do Brasil como um país mestiço, testemunhou em suas crônicas um tempo de grandes transformações. Mais do que simplesmente retratá-las, entretanto, colocou-se nesses textos como o formulador de caminhos para o país, que respondiam às novas realidades que via pelas ruas - em um caminho que merece ainda uma investigação mais cuidadosa. (AU)