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Proteômica aplicada ao estudo do efeito da metaloproteinase Fator Hemorrágico 3 (HF3) em plaquetas e proteínas plasmáticas.

Processo: 10/11377-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2010
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Aline Soriano Lopes
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14307-9 - Center for Applied Toxinology, AP.CEPID
Assunto(s):Proteômica   Metaloproteinases   Venenos de serpentes

Resumo

As metaloproteinases são largamente distribuídas nos venenos de serpentes e desempenham um papel importante na desordem hemostática e na lesão do tecido local, após o envenenamento. Devido à variedade de alvos com os quais as SVMPs (do inglês, SVMPs - Snake Venom Metalloproteinases) interagem, elas são candidatas para o desenvolvimento de drogas e importantes ferramentas biológicas. Entre as SVMPs, o fator hemorrágico 3 (do inglês, HF3 - hemorrhagic factor 3), uma metaloproteinase do veneno da serpente Bothrops jararaca, é uma toxina de grande interesse devido a sua especificidade e alta capacidade hemorrágica. Embora o HF3 apresente uma interessante atividade biológica, o mecanismo de ação e interação com alvos plasmáticos e celulares, principalmente, em estudos in vivo, é uma área pouco explorada. Muitos estudos de SVMPs sobre diversos alvos tem utilizado diferentes estratégias analíticas para explicar os seus efeitos. Neste contexto, a utilização da espectrometria de massas em abordagens proteômicas tem sido fundamental para o avanço na busca de novos alvos; porém, ela ainda é uma técnica pouco explorada nesse ramo, principalmente, no que diz respeito ao HF3. Dessa forma, o objetivo principal deste projeto de pesquisa é utilizar diferentes estratégias proteômicas e espectrometria de massas para analisar o efeito do HF3 sobre plaquetas (in vitro) e proteínas plasmáticas (in vivo). Entre as estratégias analíticas a serem adotadas cita-se a utilização da cromatografia multidimensional, conhecida como MudPIT (do inglês, Multidimensional Protein Identification Techniques), e a comparação com técnicas eletroforéticas em gel; e a marcação de proteínas que interagem com membrana celulares, técnica conhecida como surfaceoma, a fim de descobrir receptores plaquetários como potenciais alvos do HF3. Esses estudos podem resultar na geração de novos conhecimentos sobre metaloproteinases e no processo de hemorragia, bem como indicar novos alvos do HF3.