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As concepções de amor em Jean-Jacques Rousseau: uma introdução a sua filosofia moral

Processo: 10/09175-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Jose Oscar de Almeida Marques
Beneficiário:Paulo Ferreira Junior
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Moral   Jean-Jacques Rousseau

Resumo

O amor se diz de muitos modos. No Discours sur l'origine et les fondements de l'inégalité (1755), o amor é auto-conservação e impulso sexual, mas, depois que o homem se sociabiliza, o amor se transforma em egoísmo e sentimento histórico e cultural. Já em outras duas obras, La Nouvelle Héloïse (1761) e Émile, ou De l'éducation (1762), há uma projeção um tanto diferente do amor. Na Nova Heloísa, o amor parece associado à marca do sacrifício. Já no Emílio, o amor é apresentado através de uma educação moral e sexual. Com base nessas três obras podemos afirmar que o amor é um tema da filosofia de Rousseau. O amor se apresenta como bem estar natural e princípio sociabilizador. Todavia, imanente ao próprio processo de sociabilidade, apresenta-se o clássico problema moral rousseauniano, qual seja: a dificuldade de conciliar nossos deveres e interesses, daí se segue a degeneração do amor em sociedade, a transformação das relações humanas em mera disputa política e o amor como forma de dominação e causa de sofrimento. Paradoxalmente, um dos meios de solucionar o problema do sofrimento e de elevar as relações humanas é um investimento no próprio amor. Nesse contexto, nosso projeto de pesquisa pretende evidenciar que as concepções de amor em Rousseau oferecem um caminho possível de pesquisa para a compreensão adequada de sua filosofia moral.