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Utilização de recursos e custos associados ao tratamento da menorragia de causas benigna com o sistema intra-uterino liberador de levonorgestrel sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde.

Processo: 09/15804-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Luis Guillermo Bahamondes
Beneficiário:Yuri Anderson Pacheco de Lima
Instituição-sede: Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM). Hospital da Mulher Professor Doutor José Aristodemo Pinotti. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Menorragia   Ginecologia

Resumo

Menorragia é definida como uma perda sanguínea maior que 80 ml durante o período menstrual. Representa um agravo de saúde bastante freqüente entre mulheres e que interfere negativamente na qualidade de vida, limita as atividades da vida diária, bem como causa anemia. Os impactos na qualidade de vida das pacientes com sangramento menstrual excessivo resultam de seu caráter crônico, cíclico, com desdobramentos sobre aspectos físicos, emocionais e sociais, comprometimento da capacidade de conduzir atividades da vida diária, incluindo relacionamentos pessoais, vida sexual e atividades de lazer.A quantificação objetiva da perda sanguínea pode ser feita pela técnica de alcalinização das hemácias, método difícil, prolongado e pouco utilizado. Julgamentos subjetivos realizados pelas pacientes, aliados a avaliações clínicas, podem predizer uma perda maior que 80 ml por ciclo. Existem ainda instrumentos que auxiliam a quantificação da perda sanguínea, como o Pictorial blood loss assessment chart (PBAC). Para fins clínicos, a menorragia pode ser definida como um fluxo menstrual excessivo, que interfere de forma física, emocional, social ou material, na qualidade de vida da mulher, ocorrendo de forma isolada ou em conjunto com outros sintomas. Trata-se de um distúrbio freqüente que ocorre em qualquer época do período reprodutivo feminino, concentrando-se principalmente em seus extremos, ou seja, logo após a menarca e no período que antecede a menopausa. O fluxo menstrual médio apresenta duração de 3 a 8 dias, com uma perda sangüínea que varia entre 30 e 80ml. O ciclo médio varia entre 24 e 34 dias. Alterações em um destes três parâmetros, ou seja, um sangramento excessivo em duração, freqüência ou quantidade pode ser suficiente para interferir nas atividades diárias da paciente, e levá-la ao desenvolvimento de anemia ferropriva.O termo menorragia é abrangente e pode se dever a múltiplas etiologias. Dentre as causas, encontram-se disfunção hormonal, miomas, pólipos, adenomiose e doenças malignas. Desta forma, o termo menorragia benigna é utilizado quando se quer excluir as causas malignas de sangramento uterino excessivo.A abordagem terapêutica da menorragia benigna é um dos problemas mais freqüentemente encontrados pelos ginecologistas. Um estudo britânico indicou que cerca de 20% dos encaminhamentos para serviços especializados em ginecologia devem-se a desordens menstruais.A menorragia pode também impedir a mulher de exercer suas atividades profissionais. Um estudo identificou que, entre as mulheres com evidência objetiva de menorragia, 20% informaram faltas ao trabalho em decorrência do sangramento durante os 6 meses anteriores ao estudo. Dados relativos à realidade norte-americana estimam que mulheres com sangramento excessivo trabalham 3,6 semanas a menos por ano do que mulheres com sangramento normal e que a perda de produtividade em razão da menorragia é de cerca de U$ 1.692 dólares por mulher anualmente.

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