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José de Acosta e a compreensão da alteridade

Processo: 06/51588-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2007
Vigência (Término): 31 de julho de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Adone Agnolin
Beneficiário:Victor Santos Vigneron de La Jousselandière
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Jesuítas   Evangelização

Resumo

O objetivo deste projeto é realizar uma análise de algumas obras do padre jesuíta José de Acosta tendo em vista um estudo comparativo de determinadas estratégias missionárias aplicadas ou teorizadas nos centros coloniais da América luso-espanhola (mais especificamente Brasil, Peru e México) na segunda metade do século XVI. Tais obras de Acosta são marcadas pela utilização de um modelo hierárquico de representação da humanidade fundado nos diferentes níveis de sofisticação cultural, a civilização cristã ocupando o topo dessa escala. No interior desse modelo está contida a possibilidade de negociação com a alteridade, reconhecendo-se a capacidade que o outro (no caso de Acosta, o americano) teria para se abrir a um processo civilizador a partir de suas próprias bases culturais. A análise aqui proposta pretende elaborar uma comparação dos escritos de Acosta com outros textos de evangelizadores que o antecederam e formaram a base teórica e prática que norteou a sua concepção proto-antropologia na relação com o outro. Faremos uso, para tanto, de escritos do dominicano Bartolomé de Las Casas e do franciscano Bernardino de Sahagún evangelizadores atuantes na Nova Espanha, e, no caso da América portuguesa, de textos dos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta. (AU)